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Sensações antes do jogo: "Não é um jogo amigável, mas está aí, é por um terceiro lugar. Tenho o dever de fazer tudo para alcançar esse objetivo. Não temos mais vontade de o disputar do que os ingleses, mas está aí e é o nosso objetivo. É preciso aceitar a derrota, mas Espanha foi melhor do que nós, com dados a nível físico de distância e quantidade de corridas que são bons. Provavelmente foi a nível técnico e devido à qualidade desta equipa espanhola que elevou a fasquia. A desilusão está à altura das ambições que tínhamos. É preciso aceitar. Depois, férias. Eles precisam e eu também."
A saída de Adrien Rabiot: "Tomei decisões. A lesão do Saliba é problemática, foram feitos exames, a lesão não se agravou, ele tem isto desde março e aguentou estoicamente. Mas a dor tornou-se insuportável. Quanto ao Adrien, ele veio ter comigo na pausa de hidratação e disse-me 'mister, já não consigo jogar o meu jogo' (por causa do cartão amarelo). Quando se é médio, o jogo é a 360 graus. Disse-lhe 'controla, evita deixar o pé' porque não passou longe. Já fiz esses jogos e fui uma sombra de mim próprio. Podia ter feito diferente, mas não me coloco essas questões. Decidi com os elementos que tinha e com a minha experiência."
Rodar a equipa?: "Não há suplentes, é um jogo. Com os elementos que tenho, há situações particulares. Vou rodar, sim. Alguns não podem e também por outras razões que compreendo e que me levam a tomar decisões."
Arrependimentos quanto aos quatro jogadores ofensivos?: "Têm todo o direito de colocar todas as questões e de ter teorias. Mas o problema não está aí, os espanhóis também jogaram com quatro ofensivos. Não conseguimos atacar bem, tivemos desperdício e o adversário fez por isso. No Qatar, tínhamos quatro jogadores ofensivos e isso não nos impediu de chegar à final. É uma escolha minha. Não o faço a pensar 'vou ser um treinador ofensivo'."
Christophe Dugarry e as suas críticas: "Mudem logo de canal, é mais simples. Próximo. Não tenho de responder. Podem dizer o que quiserem, não me incomoda. Mas não façam serviço pós-venda, não estou aqui para isso. (...) Vai interessar a todos saber que a relação é perfeita."
Kylian Mbappé vai jogar?: "Está disponível."
Michael Olise: "Acho que estão a ser um pouco duros. Não esteve ao seu melhor nível contra Espanha, como outros. Ainda está numa fase de evolução. Claro que vai ser ainda melhor. Há o evento, o lado emocional também. Mas se há um jogador que se destacou neste Mundial... E além disso, como pessoa, é excelente. Tem tudo para chegar ainda mais longe. Por vezes há obstáculos, também há o adversário. Dou o exemplo do Upamecano, agora é um monstro. Mas também precisou de tempo."
Terminar como melhor marcador para Mbappé: "Há sempre fatores de motivação. Vão analisar o que eles fizerem em campo. Kylian não precisa de motivação extra. Depois, se tem esse objetivo individual, também é legítimo. Pode ter outras coisas na cabeça. Não é um jogo anónimo. Não vai mudar a vida deles, mas é melhor terminar em terceiro do que em quarto."
Motivar os jogadores: "Quantas equipas já foram eliminadas antes da meia-final? Foram 44! Nós estamos aqui. Temos deveres quando estamos na equipa de França. Vamos fazer tudo para que corra bem. Temos uma responsabilidade perante milhões de franceses. Quando se vem aqui, e eu vim durante 25 anos, temos deveres."
A última partida: "Sei que o fim é amanhã. Ninguém vai chorar aqui, mas sei que vou sentir falta da equipa de França. Tive o privilégio durante 15 anos de viver momentos mágicos, mas também difíceis. Mas a vida continua, sou de natureza positiva, sei que também vai correr bem. É a coisa mais bonita que me aconteceu, ocupou 25 anos da minha vida e deixa marca. Ficam memórias inesquecíveis. Mas o importante está sempre à nossa frente."
A ausência dos capitães perante os media: "Kylian e os capitães estão presentes, assumem o seu papel. Não sou eu que trato de todas as obrigações pós-jogo, tentamos que respondam. Não sei quem fala com quem nem quem diz o quê. Se não têm a pessoa que esperavam, compreendo. Tentamos responder aos pedidos."
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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