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Ambas as equipas seguem para a Florida ainda a digerir as derrotas nas meias-finais, que deixaram ambas as nações do futebol a lamber as feridas, que, aos olhos de muitos, foram em grande parte autoinfligidas.
A França, a equipa mais impressionante do torneio até às meias-finais, foi irreconhecível perante uma lição táctica da Espanha na terça-feira e caiu com uma derrota por 2-0. No dia seguinte, a Inglaterra acrescentou mais um capítulo à sua longa história de desilusões no Mundiaç, ao desperdiçar a vantagem para perder por 2-1 frente à Argentina em Atlanta.
França e Inglaterra têm agora de tentar reunir o que resta da sua vontade competitiva e reservas físicas para um jogo amplamente desprezado no mundo do futebol.
"Nenhum dos nossos jogadores e nenhum dos jogadores franceses quer disputar este jogo. Eles querem jogar a final. Demos tudo para o conseguir. Todos jogam para vencer o Mundial, mas é assim que é. Temos menos um dia de recuperação do que a França, mas vamos encarar isto com profissionalismo", afirmou o treinador da Inglaterra, Thomas Tuchel, após a dolorosa derrota da sua equipa nas meias-finais.
Nota triste para Deschamps
O jogo marcará uma nota triste no longo reinado de Didier Deschamps como selecionador da França, que vai abandonar o cargo após o torneio.
A saída do técnico de 57 anos põe fim a um ciclo de 14 anos de sucesso ao comando, que incluiu a conquista do Mundial em 2018, a derrota na final do Qatar em 2022 e a presença nas meias-finais do torneio atual.
"Há um terceiro lugar em disputa, por isso vamos fazer tudo para o conquistar. Não estamos onde queríamos ou esperávamos estar. A desilusão corresponde às nossas ambições, mas temos de aceitar. Não temos outra escolha", disse Deschamps após a derrota da França nas meias-finais.
Ainda que seja um consolo escasso, o jogo pode revelar-se decisivo na corrida à Bota de Ouro do Mundial.
O capitão da França, Kylian Mbappé, partilha o topo da lista de melhores marcadores do torneio com o capitão da Argentina, Lionel Messi, ambos com oito golos, e vai procurar aumentar a sua conta frente a uma defesa inglesa instável.
Os ingleses Harry Kane e Jude Bellingham – ambos com seis golos – também podem entrar na luta com uma grande exibição no Hard Rock Stadium.
Última dança para Kane?
Para o melhor marcador de sempre da seleção inglesa, Kane, o jogo pode igualmente assinalar a sua última presença num Mundial. O avançado do Bayern Munique completa 33 anos este mês e é duvidoso que esteja presente na fase final de 2030. Kane recusou-se a especular sobre o seu futuro internacional após a derrota de quarta-feira.
"É demasiado cedo para falar sobre isso. Vou vivendo ano após ano e a seleção nacional é o meu orgulho e alegria. É o que mais gosto de fazer... Nunca quero impor limites a estas coisas", disse aos jornalistas.
O jogo é também uma oportunidade para Mbappé assumir o topo da lista de melhores marcadores de sempre em Mundiais. O avançado do Real Madrid soma atualmente 20 golos, um atrás de Messi, que tem 21.
Muito poderá depender da força dos onzes apresentados por ambas as equipas. Espera-se que Tuchel rode bastante o seu onze inicial após uma campanha desgastante.
Uma viagem exigente aos oitavos de final na altitude da Cidade do México e ao Estadio Azteca foi seguida de uma vitória nos quartos de final sob calor intenso frente à Noruega em Miami, antes da derrota devastadora frente à Argentina.
É provável que Tuchel dê minutos a jogadores que estiveram à margem durante a campanha, o que poderá significar a estreia no Mundial de Kobbie Mainoo, do Manchester United, e possivelmente a titularidade para o suplente de Kane como avançado, Ollie Watkins.
Deschamps pode ser tentado a lançar o experiente médio N'Golo Kante, um dos heróis do triunfo dos bleus no Mundial-2018, que ainda não somou qualquer minuto nos Estados Unidos.
