A FIFA anunciou na terça-feira que pretende criar a referida subsidiária para gerir o Mundial e outros eventos, oferecendo até 20% de participação a investidores externos.
Além disso, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, vai atribuir 40 milhões de euros a cada federação de futebol que aprovar os planos para a FIFA Forward Enterprise, nome da futura subsidiária.
Esta decisão provocou uma reação furiosa das autoridades do futebol europeu, incluindo a UEFA, que afirmou que a FIFA está a colocar o futebol à venda.
"A alma e a governação do futebol não são ativos para negociar – sobretudo sem qualquer transparência sobre quem beneficia financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à FIFA vendê-lo",declarou a UEFA em comunicado.
Na sequência da posição crítica da UEFA, Frank Paauw, presidente do membro fundador da FIFA KNVB, manifestou a sua desaprovação relativamente aos planos da FIFA, conforme revelou no programa televisivo Nieuwsuur na noite de quinta-feira.
"Para a KNVB, isto representa um limite que foi atingido e ultrapassado", afirmou Paauw ao Nieuwsuur. Acrescentou ainda que o dinheiro "não tem para nós a mesma importância que tem para outros, sem querer soar demasiado decadente. Para nós, trata-se de princípios".
Paauw revelou que os 55 membros da UEFA vão reunir-se numa reunião de emergência na sexta-feira, durante a qual irão debater os planos da FIFA.
