FIFA ativa uma nova fase de venda de bilhetes para o Mundial-2026

Mundial disputa-se este verão
Mundial disputa-se este verãoJosué Pérez / Zuma Press / Profimedia

A FIFA vai colocar à venda esta quarta-feira, a 50 dias do arranque do Mundial da América do Norte, um novo lote de bilhetes para os 104 jogos da competição, que começa a 11 de junho, conforme anunciou na terça-feira.

"Os bilhetes serão vendidos por ordem de chegada e as compras realizar-se-ão em tempo real, consoante a disponibilidade", explicou o organismo que rege o futebol mundial em comunicado, especificando que a venda terá início às 15:00 GMT (17:00 CET) no site oficial FIFA.com/tickets.

"Para além deste lote de bilhetes, continuarão a ser disponibilizados outros bilhetes de forma regular até à final de 19 de julho", também sujeitos a disponibilidade, acrescentou a FIFA.

Questionada pela AFP, uma porta-voz da FIFA esclareceu que esta fase de venda diz respeito a bilhetes das categorias um a três e aos lugares das primeiras filas, dependendo do jogo.

"As vendas de bilhetes mantêm-se fortes, com grande interesse por todos os jogos", afirmou.

Já foram vendidos mais de cinco milhões de bilhetes, segundo o presidente da FIFA, Gianni Infantino, dos cerca de sete milhões disponibilizados para a competição, tendo em conta a lotação dos 16 estádios do Mundial.

Polémica com os preços

O torneio, coorganizado este ano pelos Estados Unidos, México e Canadá, vai receber 48 seleções e 104 jogos, dos quais 78 serão disputados em solo norte-americano.

A questão da venda de bilhetes tem gerado polémica, já que a FIFA foi acusada de praticar preços exorbitantes apesar das promessas feitas aquando da atribuição do torneio aos três países organizadores.

A Federação de Adeptos Europeus (FSE) e a Euroconsumers, organização que representa os consumidores do continente, anunciaram a 24 de março que apresentaram uma queixa contra a FIFA junto da Comissão Europeia por abuso de posição dominante e para exigir o abandono dos seus procedimentos de compra "opacos e desleais".

A FIFA defendeu o preço destes bilhetes, fixado por uma procura "descomunal" e uma tarifação variável consoante o interesse do jogo, segundo Infantino.