Patino, um jurista com 35 anos de experiência, classificou a ação judicial da VID Music Group como um ato de responsabilidade.
"A VID celebrou um contrato para promover quatro jogos de futebol, dois em outubro e dois em junho", explicou Patino numa conferência de imprensa realizada em Miami.
"O contrato previa a presença de Messi como participante ativo, tendo de jogar 30 minutos em cada partida. Havia consequências para a ausência de Messi. O motivo da ação é recuperar prejuízos resultantes da ausência do jogador", acrescentou.
O astro argentino e campeão mundial no Catar 2022 esteve ausente no primeiro jogo frente à Venezuela a 10 de outubro de 2025, sendo este o principal motivo do processo, embora tenha jogado os 90 minutos na vitória por 6-0 sobre Porto Rico três dias depois.
Quando questionado sobre o envolvimento direto do craque da Albiceleste na ação, Patino referiu-se ao princípio legal norte-americano do "sabia ou devia saber".
"Ele é cúmplice"
"O senhor Messi não assinou o contrato entre a AFA e a VID Group", destacou. "Existe uma cláusula no contrato em que a AFA garante que Messi jogue; se analisarmos à luz da lei de incumprimento contratual, Messi não tem responsabilidade", comentou o advogado.
"Ao mesmo tempo que recebe dinheiro da AFA por participar neste jogo, está a treinar e faz parte da concentração e do plantel, o senhor Messi já tem conhecimento da obrigação de jogar, e se não souber, tem de saber, por isso ele é cúmplice no que aconteceu entre ele e a AFA", acrescentou ainda.
A VID Music Group adquiriu os direitos da Argentina para a data FIFA de outubro do ano passado por um valor próximo dos três milhões de euros por jogo, enquanto os encontros de junho atingiram o preço de 4,25 milhões de euros cada.

Javier Fernández, proprietário da VID Music Group, marcou presença na conferência, mas não prestou declarações.
Segundo o grupo de advogados, esta é a primeira ação deste género contra a AFA nos Estados Unidos.
