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Ibrahima Konaté: "Não sei porque é que as pessoas ficaram convencidas de que íamos ganhar, há muitas etapas"

Ibrahima Konaté, defesa da seleção francesa
Ibrahima Konaté, defesa da seleção francesa REUTERS/Bernadett Szabo

Esta sexta-feira, Ibrahima Konaté respondeu às perguntas dos jornalistas antes do jogo pelo 3.º lugar do Mundial-2026, contra a Inglaterra.

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A eliminação: "É muito difícil de digerir, pensamos nisso todos os dias desde a derrota. Fica o arrependimento, é mesmo muito duro... Tendo vivido dois Mundiais, com uma derrota na final e outra nas meias-finais, esta é um pouco menos difícil. Mas dói na mesma."

O jogo pelo 3.º lugar: "Temos um dever enquanto jogadores da equipa de França, muitos jogadores gostariam de estar aqui. Ninguém quer disputar este jogo tendo em conta as nossas expectativas, era a final que queríamos jogar. Mas temos um dever e vamos cumpri-lo até ao fim. Vamos ver se jogamos com a melhor equipa."

Kylian Mbappé: "Seria algo bom para ele ser o melhor marcador da competição ou até da história do Mundial. Mas, conhecendo-o e estando com ele todos os dias, ele teria preferido não marcar nenhum golo e vencer a competição."

Espanha ou Argentina?: "Vou jogar em Espanha, foi a equipa que nos venceu, por isso pode-se dizer que fomos derrotados pelos vencedores da competição. Argentina, temos uma rivalidade com eles desde 2022, mas o Mac Allister é um dos meus amigos. Não tenho preferência."

Espanha na cabeça dos franceses?: "Três derrotas seguidas, custa e não aceitamos isso enquanto competidores. No Euro 2024, foram melhores do que nós, mas havia algo a fazer. Na Liga das Nações, esta equipa era melhor do que aquela contra quem jogámos há uns dias. Lamine Yamal e Nico Williams estavam a 100%."

No último jogo foram melhores: "É preciso perguntar ao treinador. Estávamos atrasados em muitas coisas. Mas, enquanto suplente, é mais fácil dizer do que fazer. Temos de aprender e perceber porque é que não conseguimos. Apanhámos uma equipa de Espanha que foi superior. Eles não entraram nas nossas cabeças, abstraímo-nos do que se diz. Só um jogador falou realmente (risos). Correu-lhe bem, mas isto não é o fim da nossa carreira, vamos voltar a encontrá-los."

Falta de energia: "Sim, faltou essa dimensão. Víamos o que se dizia em França, já nos davam como campeões do mundo há algum tempo. É um balde de água fria, mas faz parte do futebol. Seguimos de cabeça erguida."

Presença na conferência de imprensa: "Não fui eu que escolhi (risos). Se pudesse escolher, não teria vindo. Mas é um dever. O treinador sabe que é difícil para todos, escolheu a melhor pessoa para responder a estas perguntas neste tipo de momento (sorriso). Os capitães? É um exercício complicado para todos. Podemos dizer coisas que não pensamos, podemos estar emocionados, coisas que se podem virar contra nós. Todos assumem as suas responsabilidades e o que falhou. Vamos regressar a França de cabeça erguida."

Estatuto de favorito: "Para os adeptos de todo o mundo, éramos os favoritos pelo que transmitimos e pelas individualidades que temos. Os adeptos pensam que a equipa de França pode formar duas ou três equipas e fazer algo no Mundial. Mas uma competição joga-se em equipa e não só pelas individualidades. Ter perdido com Espanha, não é perder com qualquer um, eles são campeões da Europa. Não sei porque é que as pessoas ficaram convencidas de que íamos ganhar o Mundial, há muitas etapas."

Motivação por Deschamps: "Enquanto futebolistas, queremos ganhar por nós próprios. Depois, pelo treinador, claro, queremos ganhar por ele e pelo que fez pela equipa de França e por nós. Se estamos aqui é porque ele nos escolheu, temos de ser gratos. Se amanhã entrarmos numa lógica de fazer rotações, pode ser diferente. Mas cada jogador em campo tem essa vontade de vencer. É um França-Inglaterra, há uma história entre as duas nações, temos de respeitar essa história, esse emblema e os adeptos que estão presentes."