O Post informou que Infantino tentou por diversas vezes, sem sucesso, contactar telefonicamente o presidente dos EUA desde que a proposta caiu por terra na sexta-feira, e que o dirigente máximo da FIFA sentiu-se "isolado" devido à avalanche de cobertura mediática negativa.
O referido meio acrescentou ainda que o ítalo-suíço agendou conversas privadas com o secretário de Estado, Marco Rubio, e que duas fontes próximas do processo confirmaram que o presidente do organismo máximo do futebol vai ter uma chamada com o principal diplomata norte-americano.
As críticas intensificaram-se após a sua tentativa falhada de separar os ativos comerciais do organismo que rege o futebol mundial numa filial avaliada em 20 mil milhões de dólares (cerca de 17.344 milhões de euros), apoiada por investidores privados, entre os quais se encontrava Josh Kushner, irmão do genro de Donald Trump.
A FIFA não comentou de imediato, enquanto a Casa Branca também não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Reuters.
Um projeto efémero
O plano da FIFA para obter até 4.200 milhões de dólares (cerca de 3.642 milhões de euros) de investidores privados através da venda de aproximadamente 20% de participação numa nova entidade responsável por supervisionar competições como o Mundial acabou por ser retirado na sexta-feira, após forte oposição dos envolvidos.
Com a ideia descartada, a atenção centra-se agora nas possíveis consequências para Infantino, cuja candidatura a um novo mandato como presidente da FIFA de 2027 a 2031 está sob maior escrutínio após o fracasso da iniciativa.
A Federação do País de Gales foi a primeira a retirar oficialmente o seu apoio a Infantino, enquanto a Inglaterra, segundo relatos, estará prestes a fazer o mesmo, juntamente com várias outras federações europeias.
