Quando o Brasil conquistou o último Mundial, em 2002, na Coreia do Sul e Japão, Luiz Henrique era ainda um bebé. Hoje, o internacional brasileiro surge como uma das principais armas ofensivas da equipa orientada por Ancelotti, que prepara a participação no torneio que arranca a 11 de junho, na América do Norte.
Numa conversa por videoconferência a partir de São Petersburgo, o jogador elogiou a influência do técnico italiano, considerando que se trata de um treinador capaz de ajudar os futebolistas a evoluírem e crescerem dentro de campo.
- Como é trabalhar com Ancelotti?
É uma honra. Trabalhar com alguém com tanta experiência, vencedor há tanto tempo, acrescenta muito à minha vida profissional e pessoal. Ajuda o futebolista a evoluir e transmite tranquilidade aos jogadores para podermos mostrar o nosso melhor futebol.
- Estreou-se como internacional com Dorival Júnior como treinador, o que mudou com Ancelotti?
Sabemos como é o Brasil: existe muita pressão. É preciso obter resultados. Ambos me ajudaram. Ancelotti ajuda-me como Dorival me ajudou e eu, com o meu futebol, pude na altura ajudar Dorival como ajudo Ancelotti.
"Estou a viver o meu melhor momento"
- Falou de pressão. O Brasil espera há 24 anos pelo hexacampeonato...
A pressão é sempre positiva. No futebol, e ainda mais na seleção, a pressão está sempre presente. Temos de transformar essa pressão em motivação.
- Respondeu logo na sua primeira apresentação com Ancelotti, com uma assistência na vitória por 3-0 frente ao Chile na qualificação para o Mundial, em setembro. Como viveu esse jogo?
Foi um jogo muito importante. Disputou-se no Brasil, no Maracanã, onde joguei muitas vezes (pelo Botafogo). Os adeptos começaram a gritar o meu nome. Foi o melhor cenário possível.
- Esteve em bom plano em março contra a França apesar da derrota por 2-1 e confirmou a boa imagem no triunfo (3-1) diante da Croácia. Como avalia esses particulares?
A França tem jogadores excelentes, entre os melhores do mundo, tal como nós. Ficámos frustrados por perder, mas demos a volta contra a Croácia. Precisávamos de vencer.

- O Brasil vai defrontar o Panamá a 31 de maio no Maracanã, despedindo-se dos adeptos antes do Mundial. O que espera?
Vai ser uma despedida fantástica. Temos a ambição de conquistar o Mundial. Tenho a certeza de que todos os jogadores da Seleção partilham esse pensamento. É fundamental unirmo-nos, lutar por cada bola, para fazermos jogos de alto nível, chegar à final e sermos campeões do mundo. É isso que o Brasil espera.
- As lesões de Rodrygo e Estêvão podem dar-lhe mais responsabilidades. Como encara isso?
Lamento muito as lesões do (Éder) Militão, do Estevão e do Rodrygo. Vou aguardar a decisão do Ancelotti e ver se me escolhe. Quero jogar, estar entre os onze, e se ele me escolher vou fazer o que sempre fiz: dar o meu melhor.
- Conquistou o Brasileirão e a Libertadores em 2024 com o Botafogo. O que representou essa fase?
Abriu-me muitas portas. Deu-me acesso à seleção brasileira. O Botafogo, hoje e sempre, estará no meu coração. Atualmente estou a viver o meu melhor momento no Zenit.
"Gostava de jogar com o Neymar"
- Como é a relação na Seleção com líderes como o Casemiro?
Temos jogadores experientes que conquistaram títulos importantes. O Douglas Santos, que joga comigo no Zenit, ajuda-me. O Casemiro está sempre a falar com os mais novos. Conversa sempre connosco para que estejamos o mais tranquilos possível.
- Quem admirava na infância?
O Neymar foi sempre uma inspiração. É excecional. Sempre o vi e continuo a vê-lo na televisão. A sua qualidade é indiscutível".
- Gostava de jogar o Mundial com ele?
Não depende de mim, mas claro que gostava de jogar com o Neymar.
