Luiz Henrique elogia Ancelotti e atira: "Gostava de jogar o Mundial com o Neymar"

Luiz Henrique conduz a bola
Luiz Henrique conduz a bolaMIKE KIREEV / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Vinte e quatro anos depois do último título mundial, o Brasil continua à procura do tão desejado hexacampeonato e Luiz Henrique acredita que o segredo passa por transformar a enorme pressão em motivação. Em entrevista à AFP, o extremo do Zenit assumiu a ambição da seleção brasileira para o Campeonato do Mundo de 2026, destacando também o impacto de Carlo Ancelotti no grupo canarinho.

Quando o Brasil conquistou o último Mundial, em 2002, na Coreia do Sul e Japão, Luiz Henrique era ainda um bebé. Hoje, o internacional brasileiro surge como uma das principais armas ofensivas da equipa orientada por Ancelotti, que prepara a participação no torneio que arranca a 11 de junho, na América do Norte.

Numa conversa por videoconferência a partir de São Petersburgo, o jogador elogiou a influência do técnico italiano, considerando que se trata de um treinador capaz de ajudar os futebolistas a evoluírem e crescerem dentro de campo.

- Como é trabalhar com Ancelotti?

É uma honra. Trabalhar com alguém com tanta experiência, vencedor há tanto tempo, acrescenta muito à minha vida profissional e pessoal. Ajuda o futebolista a evoluir e transmite tranquilidade aos jogadores para podermos mostrar o nosso melhor futebol.

- Estreou-se como internacional com Dorival Júnior como treinador, o que mudou com Ancelotti?

Sabemos como é o Brasil: existe muita pressão. É preciso obter resultados. Ambos me ajudaram. Ancelotti ajuda-me como Dorival me ajudou e eu, com o meu futebol, pude na altura ajudar Dorival como ajudo Ancelotti.

"Estou a viver o meu melhor momento"

- Falou de pressão. O Brasil espera há 24 anos pelo hexacampeonato...

A pressão é sempre positiva. No futebol, e ainda mais na seleção, a pressão está sempre presente. Temos de transformar essa pressão em motivação.

- Respondeu logo na sua primeira apresentação com Ancelotti, com uma assistência na vitória por 3-0 frente ao Chile na qualificação para o Mundial, em setembro. Como viveu esse jogo?

Foi um jogo muito importante. Disputou-se no Brasil, no Maracanã, onde joguei muitas vezes (pelo Botafogo). Os adeptos começaram a gritar o meu nome. Foi o melhor cenário possível.

- Esteve em bom plano em março contra a França apesar da derrota por 2-1 e confirmou a boa imagem no triunfo (3-1) diante da Croácia. Como avalia esses particulares?

A França tem jogadores excelentes, entre os melhores do mundo, tal como nós. Ficámos frustrados por perder, mas demos a volta contra a Croácia. Precisávamos de vencer.

Os registos do jogador
Os registos do jogadorFlashscore

- O Brasil vai defrontar o Panamá a 31 de maio no Maracanã, despedindo-se dos adeptos antes do Mundial. O que espera?

Vai ser uma despedida fantástica. Temos a ambição de conquistar o Mundial. Tenho a certeza de que todos os jogadores da Seleção partilham esse pensamento. É fundamental unirmo-nos, lutar por cada bola, para fazermos jogos de alto nível, chegar à final e sermos campeões do mundo. É isso que o Brasil espera.

- As lesões de Rodrygo e Estêvão podem dar-lhe mais responsabilidades. Como encara isso?

Lamento muito as lesões do (Éder) Militão, do Estevão e do Rodrygo. Vou aguardar a decisão do Ancelotti e ver se me escolhe. Quero jogar, estar entre os onze, e se ele me escolher vou fazer o que sempre fiz: dar o meu melhor.

- Conquistou o Brasileirão e a Libertadores em 2024 com o Botafogo. O que representou essa fase?

Abriu-me muitas portas. Deu-me acesso à seleção brasileira. O Botafogo, hoje e sempre, estará no meu coração. Atualmente estou a viver o meu melhor momento no Zenit.

"Gostava de jogar com o Neymar"

- Como é a relação na Seleção com líderes como o Casemiro?

Temos jogadores experientes que conquistaram títulos importantes. O Douglas Santos, que joga comigo no Zenit, ajuda-me. O Casemiro está sempre a falar com os mais novos. Conversa sempre connosco para que estejamos o mais tranquilos possível.

- Quem admirava na infância?

O Neymar foi sempre uma inspiração. É excecional. Sempre o vi e continuo a vê-lo na televisão. A sua qualidade é indiscutível".

- Gostava de jogar o Mundial com ele?

Não depende de mim, mas claro que gostava de jogar com o Neymar.