Recorde aqui as incidências do encontro
A energia em Villa Park era palpável desde o apito inicial, com o técnico português a tentar montar um bloco sólido que resistisse à pressão asfixiante dos ingleses. Apesar das ameaças iniciais de Omari Hutchinson, que obrigou o Forest a acreditar que poderia ferir no contra-ataque, o Villa rapidamente assumiu as rédeas do encontro.

Vítor Pereira viu a sua organização defensiva ser testada ao limite quando Stefan Ortega teve de se aplicar a cabeceamento de Pau Torres. O momento de maior drama da primeira parte surgiu num choque de cabeças entre Ollie Watkins e Morato, mas o avançado inglês, mesmo com uma ligadura na cabeça, acabou por ser o carrasco da equipa do treinador luso ao inaugurar o marcador após uma excelente jogada individual de Emiliano Buendía.
O xeque-mate à estratégia de Vítor Pereira
No reatamento, Vítor Pereira sentiu que o jogo estava a fugir e tentou reagir de imediato, lançando o capitão Ryan Yates para o meio-campo com a missão clara de estancar o jogo interior do Aston Villa e devolver agressividade ao Forest. Contudo, o plano do técnico português ruiu aos 56 minutos, quando Milenković cometeu uma grande penalidade evitável sobre Pau Torres. Buendía não desperdiçou o castigo máximo e colocou os Villans em vantagem pela primeira vez na eliminatória, deixando a estratégia de Pereira em xeque.
Com o Nottingham Forest obrigado a subir linhas e a expor-se - algo que Vítor Pereira tentou evitar durante toda a campanha europeia - o Aston Villa tornou-se imperioso nas transições. John McGinn assumiu então o protagonismo absoluto da noite. O capitão da equipa da casa aproveitou a desorientação defensiva dos visitantes e, servido por Watkins, desferiu um remate colocado ao ângulo, sem hipóteses para Ortega, sentenciando praticamente o destino da eliminatória.
Incrível foi a forma como o Villa não tirou o pé do acelerador, aproveitando o desnorte total do adversário. McGinn voltaria a brilhar escassos minutos depois, bisando na partida com nova finalização de classe após assistência de Rogers. O 4-0 final foi o golpe de misericórdia num Forest que chegou a Birmingham com uma invencibilidade de 10 jogos, mas que acabou por sucumbir perante a eficácia letal de Emery - que vai à procura do quinto troféu nesta competição. O técnico português vê assim terminada uma caminhada europeia notável, mas marcada por uma noite de pesadelo em solo inglês.
O Aston Villa quebra desta forma uma série de três derrotas consecutivas e garante a sua segunda final europeia da história - 44 anos depois da conquista da Taça dos Campeões Europeus. Em Budapeste, os ingleses terão pela frente os alemães do Friburgo, enquanto Vítor Pereira e o Nottingham Forest focam agora as atenções no encerramento da temporada interna, após o amargo de boca desta eliminação nas meias-finais.

