Acompanhe aqui as incidências e o relato do encontro
Pela primeira vez na competição, Portugal, que defronta a Croácia nos 16avos de final, vai realmente ter apoio verdadeiro do público no estádio, neste caso o BMO Field, que leva um total de 43 mil adeptos, o mais pequeno deste Mundial, depois de ter sido sufocado pelos colombianos em Miami, na última partida da fase de grupos.
Em Houston, nos jogos com República Democrática do Congo e Uzbequistão, o Estádio NRG foi pintado com as cores da seleção nacional, mas em ambas as partidas foi praticamente impossível encontrar alguém de nacionalidade lusa ou que falasse a língua de Camões. Todos, uns vindos do México, outros do Texas e outros da América do Sul, estiveram ali apenas e só por uma razão: Cristiano Ronaldo e mais ninguém.
Prova disso foram as poucas vozes no recinto que cantaram e entoaram a A Portuguesa.
Ora esse cenário é bem diferente em Toronto e muito graças à comunidade portuguesa (cerca de 150 mil), que fez questão de assinalar a presença de equipa das quinas na capital da região de Ontario.
150 mil é muito pouco numa cidade que tem cerca de três milhões de habitantes (é a mais populosa do Canadá), mas isso não impediu emigrantes e lusodescendentes de invadirem as ruas e os parques da região, sempre com cânticos de apoio a Portugal.
O castor, símbolo nacional do Canadá, e a bandeira Maple Leaf (Folha de bordo) depressa foram trocadas pelas cores lusas, com muitos carros a circularem nas estradas completamente enfeitados com bandeiras e o símbolo da Federação Portuguesa de Futebol, que inclui a Cruz de Cristo.
A poucas horas do início da partida, o Stanley Park, situado a pouco mais de um quilómetro do estádio, estava repleto de milhares de adeptos portugueses, num ambiente total de festa, com fumos, muitas bandeiras, música e muitas camisolas de jogadores da seleção nacional.
Cristiano Ronaldo, mais uma vez, nesse campeonato, ganha esmagadoramente, mas hoje há Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Vitinha e outros jogadores da atual equipa, bem como lendas do passado, como Luís Figo, Rui Costa e até Eusébio.
Também pela primeira vez, um leve cheiro a bifanas, característico dos santos populares e qualquer festa portuguesa, se fez sentir nos arredores de um jogo de Portugal, com um banda sonora composta por musicas cantadas em português, mas com um sotaque francês ou inglês.
Contudo, com o preço dos bilhetes a ultrapassar os 1000 euros, muitos desses adeptos não vão ter lugar no BMO Field, por isso já não é tão certa a maioria portuguesa nas bancadas, já que a Croácia também tem uma grande comunidade de emigrantes na região.
Aliás, a três horas do início da partida, o perímetro à volta do estádio, em que é só permitido o acesso a quem tem bilhete, a maioria dos adeptos croatas é clara.
Uma coisa é certa, a Portuguesa e o "Às armas, Às armas" será mais bem sonoro do que nos primeiros três jogos de Portugal no Mundial-2026.
O Portugal-Croácia está agendado para as 19:00 horas locais (00:00 de sexta-feira em Lisboa), no Estádio BMO Field, em Toronto, no Canadá, e terá arbitragem do norueguês Espen Eskas.
O Mundial-2026, o primeiro com 48 seleções, decorre até 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
