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Líder incontestado dos Leões do Atlas, Brahim Díaz (26 internacionalizações, 14 golos) está faminto. Faminto por Mundial, por internacionalizações, por títulos. Vencedor da CAN em casa, por decisão administrativa, encarna agora a alma de uma equipa que, no último Mundial, surpreendeu as grandes seleções como outsider (Espanha e Portugal ficaram pelo caminho), chegando até às meias-finais, e que pretende enviar uma mensagem ao mundo logo no seu primeiro jogo frente ao Brasil.
Depois de uma época irregular no Real Madrid, marcada por vários meses difíceis sob o comando de Xabi Alonso antes de relançar-se com Arbeloa, o hispano-marroquino viveu a CAN de janeiro passado como uma verdadeira lufada de ar fresco.

De regresso à capital espanhola, Brahim soube aproveitar o ambiente agitado de Madrid para conquistar minutos e impor-se gradualmente no onze titular. Foi com ele, num papel híbrido entre 10 e falso 9, que o Real Madrid apresentou a sua melhor versão da época: eliminando, nomeadamente, o Manchester City na Liga dos Campeões e vencendo o Atlético de Madrid no Bernabéu. Tudo para o preparar para o maior desafio da sua vida.
Um sonho de criança para Brahim Diaz
Este Mundial, Brahim Díaz sabia-o: ao escolher Marrocos em vez de Espanha, oferecia-se a oportunidade de uma vida. O natural de Málaga espera há anos apenas por este momento, a sua grande estreia num Mundial. E será no MetLife Stadium que a história se escreverá finalmente.
A seleção, por sua vez, tem de virar uma página. A de Walid Regragui, que deixou o cargo, considerando que o futebol marroquino precisava de "renovação", dando lugar a Mohamed Ouahbi. Formado na Bélgica, em Anderlecht, o homem de 49 anos integrou a seleção marroquina em 2022 através dos sub-20, antes de assumir o comando dos sub-23 em 2025.
A demissão de Regragui acelerou tudo: Ouahbi foi catapultado para o comando dos Leões do Atlas com uma mensagem clara: dar continuidade ao trabalho. Os primeiros jogos particulares de preparação para o Mundial, nomeadamente frente à Noruega (1-1), e o grupo que formou confirmam-no. Nesta equipa, Brahim Díaz mantém-se como líder – tal como era com Regragui.
Uma figura de destaque que marcou o único golo frente aos noruegueses. Em plena forma física e mental, segundo o seu círculo próximo, Brahim demonstra uma confiança absoluta desde que se juntou ao grupo após o final da época no clube. O jogador do Real Madrid encara o seu primeiro Mundial com uma ambição clara: prolongar a dinâmica criada na última CAN e continuar a fazer sonhar todo um povo, o mesmo que vibrou com o percurso histórico de 2022.
As expectativas, desta vez, são de outra ordem. Jogadores, selecionador e adeptos sabem-no: Marrocos será alvo de grandes expectativas, muito mais do que há quatro anos. Ainda assim, os Leões do Atlas mantêm esse estatuto de outsider que tão bem lhes assenta. Desde 2022, a seleção reforçou-se consideravelmente, com destaque para a recente chegada de Ayyoub Bouaddi. A mensagem é simples: este Marrocos é para ser levado muito a sério.
E se surgir um penálti num momento decisivo, Brahim Diaz não hesitará. O favorito de todo um país não treme... mesmo tendo falhado à primeira tentativa.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contará com 48 seleções nacionais e será disputado em 16 estádios modernos.
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