Mundial-2026: Casa Branca justifica a exclusão de árbitro somali e responsáveis iranianos

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O responsável da equipa da Casa Branca encarregue da organização do Mundial-2026, Andrew Giuliani, assegurou esta terça-feira que a expulsão de um árbitro somali e a recusa de vistos a responsáveis da seleção iraniana deveram-se a "boas razões".

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O árbitro somali Omar Artan, apesar de possuir um visto de entrada nos Estados Unidos, foi expulso à chegada. Posteriormente, a FIFA anunciou que não iria arbitrar durante a competição. Por sua vez, cerca de 15 membros da equipa técnica da seleção iraniana viram recusado o visto norte-americano.

"Até agora, 35 equipas conseguiram entrar nos Estados Unidos. Nenhum jogador nem treinador teve o acesso proibido", declarou Giuliani durante uma conversa organizada pelo grupo de reflexão Atlantic Council em Washington.

"Houve responsáveis a quem foi proibida a entrada e por boas razões", afirmou, referindo a necessidade de impedir que "atores mal-intencionados entrem no país sob o pretexto do Mundial" de futebol, que começa na quinta-feira.

"Houve um árbitro que não foi admitido. Não posso entrar em detalhes, mas o que posso dizer-vos é que foi por uma razão muito justificada", garantiu o responsável da Casa Branca, indicando que manteve conversações com o ministro da Segurança Interna, Markwayne Mullin, e o chefe da polícia de fronteira (CBP).

As razões para a expulsão de Omar Artan, que já arbitrou na Taça das Nações Africanas (CAN), não são conhecidas. A CBP justificou a decisão por "problemas relacionados com a verificação dos seus antecedentes".

"Todo o pessoal técnico da equipa iraniana pode entrar. Existem responsáveis iranianos que não o podem fazer, novamente por razões muito justificadas", acrescentou o senhor Giuliani, sem adiantar mais pormenores.

"Como podem imaginar, há pessoas que dizem ser treinadores mas talvez não o sejam", continuou, referindo em particular a possível presença entre eles de pessoas "que trabalham diretamente com os Guardas da Revolução", o exército ideológico da República Islâmica.

As dúvidas quanto à obtenção de vistos norte-americanos devido ao conflito em curso no Médio Oriente obrigaram a seleção iraniana a transferir a sua base de estágio de Tucson (Arizona) para Tijuana, no México, embora dispute os seus três jogos da fase de grupos nos Estados Unidos.