Brazil
Historicamente, o Brasil foi construído sobre o fenómeno conhecido como ginga – um ritmo inato e improvisação que os jogadores aprendem desde pequenos nas ruas e praias. A realidade de hoje é diferente.
As estatísticas mostram que os maiores talentos do Brasil, como Vinicius Junior, Endrick e Estêvão, estão a partir para a Europa cada vez mais jovens. Nos clubes europeus, ganham maturidade táctica e preparação física, mas perdem a famosa espontaneidade, razão pela qual o Brasil em campo começa a assemelhar-se cada vez mais a uma equipa europeia.
Esta mudança resultou numa longa espera de 24 anos por um título mundial.
O estratega italiano Carlo Ancelotti foi contratado para devolver o espírito do samba, tendo como principal missão devolver autenticidade e liberdade ao estilo de jogo da equipa.
Ancelotti aposta na estabilidade defensiva, ancorada por Marquinhos, Casemiro e Bruno Guimarães, que dão máxima liberdade às estrelas do ataque, desde Vinicius até Neymar, para quem esta será, muito provavelmente, a última oportunidade de conquistar o tão desejado troféu. Conseguirá o técnico italiano transformar estas megaestrelas num coletivo imbatível?
Argentina
Do outro lado está a Argentina, que passou por uma transformação radical e bem-sucedida nos últimos anos. Entre 2014 e 2016, perdeu três grandes finais consecutivas e sofreu de uma dependência excessiva de Lionel Messi, culminando numa profunda crise em 2018.
O ponto de viragem chegou com a chegada do treinador Lionel Scaloni, que construiu um sistema sólido baseado na estrutura coletiva e numa pressão organizada. O resultado: três títulos consecutivos – Copa América 2021, Mundial 2022 e Copa América 2024 – tornando a Argentina na força dominante do futebol mundial.
No plantel atual, o jogo da equipa já não depende apenas de Messi.
Ainda assim, a lenda, agora com 38 anos, continua pronta para decidir momentos-chave nos jogos, enquanto o motor da equipa é alimentado por um trio de meio-campo composto por Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Rodrigo De Paul, complementados pelos avançados de classe mundial Lautaro Martinez e Julian Álvarez.
Quem irá, afinal, vencer a eterna batalha sul-americana pela supremacia futebolística?
Veja o terceiro episódio completo no nosso canal de YouTube, onde encontrará uma análise táctica mais aprofundada e histórias marcantes de ambas as equipas que vão moldar o futuro do futebol mundial! E amanhã, pode esperar um episódio dedicado à história da França e dos Países Baixos.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contará com 48 seleções nacionais e será disputado em 16 estádios modernos.
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