Mundial-2026: Companhias aéreas impõem restrições aos países afetados pelo ébola

Vista aérea do relvado do Tijuana
Vista aérea do relvado do TijuanaREUTERS/Jorge Duenes

Três companhias aéreas mexicanas anunciaram algumas restrições, já em vigor desde esta sexta-feira, nos seus voos para passageiros provenientes de países africanos afetados pelo ébola.

Esta medida insere-se num conjunto de ações preventivas coordenadas entre México, Estados Unidos e Canadá, a menos de duas semanas do início do Mundial-2026, que será coorganizado pelos três países.

"Fica restringida a entrada no México por via aérea de viajantes que tenham permanecido no Uganda, República Democrática do Congo ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias", informou nas suas redes a Aeroméxico, a maior companhia do país.

A companhia low cost Viva, por sua vez, detalhou num comunicado que esta disposição foi "emitida pelas autoridades sanitárias e migratórias do Governo do México".

A Volaris também comunicou esta medida, que estará em vigor durante 60 dias.

As três companhias operam várias rotas internacionais, além das domésticas.

A seleção da República Democrática do Congo, o país mais afetado pelo ébola, com quase 250 mortos e mais de 1.000 casos, vai participar no torneio mundial.

Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram que a equipa africana terá de permanecer isolada durante 21 dias antes de entrar no país, onde se estreia frente a Portugal em Houston, a 17 de junho.

"Protocolos de vigilância epidemiológica"

O segundo jogo do conjunto africano será frente à Colômbia em Guadalajara, no oeste do México, país que prevê receber mais de cinco milhões de turistas durante o Mundial.

O último encontro dos congoleses, que terão o seu campo base em Houston, será a 27 de junho em Atlanta, frente ao Uzbequistão.

Na quarta-feira, na conferência de imprensa da presidente Claudia Sheinbaum, as autoridades de Saúde informaram ainda que vão ser implementados "protocolos de vigilância epidemiológica".

A doença do ébola, que já matou mais de 15.000 pessoas em África nos últimos 50 anos, provoca uma febre hemorrágica aguda e extremamente contagiosa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou na segunda-feira que a epidemia na República Democrática do Congo é "extremamente grave e difícil" e ameaça pelo menos uma dezena de outros países africanos.