O avançado de 32 anos, que já marcou 55 golos pela seleção neerlandesa e participou nos Mundiais de 2014 e 2022, regressou à competição na semana passada pelo Corinthians, depois de uma lesão na coxa o ter afastado desde março.
“Preferia estar a falar de outra coisa”, disse Depay aos jornalistas no estágio da seleção neerlandesa, em Zeist.
“Compreendo perfeitamente porque me estão a perguntar sobre isso, mas pessoalmente nunca duvidei verdadeiramente de que iria conseguir. A minha recuperação demorou mais do que devia, é verdade. Algumas coisas não correram como deveriam, sobre as quais não quero falar agora, mas sempre soube que tudo iria correr bem. A lesão, afinal, não era assim tão grave", acrescentou.
A imprensa brasileira afirmou em abril que houve erros no programa de reabilitação do avançado, o que atrasou a sua recuperação, mas Depay não quis comentar.
“Cheguei aqui em boas condições físicas e sem qualquer queixa, o que para mim é um bom sinal. Trabalhei nisso todos os dias”, afirmou.
“Treinei de forma extremamente intensa. No Brasil, por vezes passamos duas horas no relvado de treino, o que é diferente do que estava habituado na Europa. Por isso, cheguei aqui em boa forma", acrescentou.
Depay jogou 29 minutos como suplente e depois 45 minutos como titular em duas partidas pelo Corinthians desde março e vai procurar ganhar ritmo competitivo nos dois jogos de preparação para o Mundial dos Países Baixos, frente à Argélia, em Roterdão, na quarta-feira, e ao Uzbequistão, em Nova Iorque, na próxima segunda-feira.
“No final, ainda tenho dois jogos e treinamos bastante. Isso também me dá a oportunidade de mostrar ao treinador como estou fisicamente", explicou.
Depay, que soma 108 internacionalizações, afirmou que os Países Baixos não estão entre os principais favoritos ao Mundial, em que vão defrontar o Japão, a Suécia e a Tunísia no grupo, mas disse que poucas seleções gostariam de defrontar os neerlandeses.
“Não precisamos de fingir que somos a melhor equipa do mundo, mas sabemos que temos as nossas qualidades e que somos sempre competitivos. A crença está sempre presente quando vamos a uma grande competição", afirmou Depay.
“Já joguei em dois Mundiais e infelizmente perdi duas vezes nos penáltis (contra a Argentina em 2014 e 2022). Talvez desta vez as coisas possam correr a nosso favor”, concluiu.
