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"É um jogo contra o meu segundo país. O meu filho (Nico, que tem dupla nacionalidade) vai apoiar a Bélgica, senão já não entra em casa", brincou Courtois após a grande vitória da sua seleção frente aos Estados Unidos (4-1) nos oitavos de final.
"Os quartos eram o objetivo. Tudo o que vier a mais já é um bónus", acrescentou o homem que defende há oito épocas a baliza do Real Madrid, depois de ter vestido as cores do Atlético de Madrid entre 2011 e 2014, por empréstimo do Chelsea, onde esteve depois entre 2014 e 2018, até sair para o Bernabéu.
Com a experiência dos seus 34 anos, o gigante flamengo (2,00 metros) transmite muita segurança à sua equipa, comprovada por prémios de prestígio como o de melhor guarda-redes do Mundial-2018 ou o Troféu Yashin para melhor guardião do mundo em 2022.

Nos cinco primeiros jogos da Bélgica neste Mundial, esteve a um nível elevado e pouco pôde fazer nos cinco golos sofridos pela sua equipa desde o início da competição, sendo o último deles frente aos Estados Unidos, num livre desviado para a própria baliza pelo seu colega Hans Vanaken.
Conhecidos da LaLiga
Se a Bélgica continua viva neste Mundial, deve-se em grande parte ao contributo deste guarda-redes, formado no Genk.
"O Thibaut manteve-nos no jogo em várias ocasiões. Estou contente por ele", elogiou o selecionador Rudi Garcia.
A defesa, considerada um ponto fraco da equipa até há poucas semanas, tem sido o outro pilar do conjunto, limitando bastante as oportunidades dos adversários.

Na terça-feira, em Seattle, tudo correu na perfeição para os belgas e Courtois teve um jogo surpreendentemente tranquilo, praticamente sem trabalho durante os noventa minutos.
A fasquia sobe esta sexta-feira, nos quartos de final, frente a uma Espanha que chega ao duelo como favorita e que conta com avançados que Courtois conhece muito bem da Liga espanhola.
Lamine Yamal, Ferran Torres, Dani Olmo ou Mikel Oyarzabal: todos são jogadores com quem Courtois se habituou a defrontar e que espera conseguir travar para que este não seja o seu último jogo pela seleção.
Despedida internacional
Antes do torneio, Courtois deixou antever que vai colocar um ponto final na sua passagem pela seleção belga assim que terminar este Mundial, onde já se tornou o jogador do seu país com mais jogos disputados nesta competição, com vinte.
"O meu corpo precisa de uma pausa", explicou no início de junho um guarda-redes que tem sido fustigado por lesões nas últimas épocas, sobretudo nos adutores, depois de uma grave lesão no joelho em 2023.
Com o Real Madrid tem contrato até junho de 2027 e falta saber se a sua história no clube terá continuidade ou se também dará um passo atrás.
Vencer com a Bélgica neste Mundial seria o fecho de ouro para uma geração inesquecível, na qual também resistem Romelu Lukaku e Kevin De Bruyne.
Mas Courtois sente que o futuro convida ao otimismo para o país, com jovens talentosos para a sua posição como Senne Lammens, impressionante esta época no Manchester United, ou Mike Penders, revelação da última Ligue 1 pelo Estrasburgo, onde esteve emprestado pelo Chelsea, que o recupera para a nova temporada.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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