Mundial-2026: "Estamos prontos", diz Alisson, guarda-redes do Brasil, antes do duelo com Marrocos

Alisson Becker, do Brasil, durante a conferência de imprensa
Alisson Becker, do Brasil, durante a conferência de imprensaIMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta

O guarda-redes do Brasil, Alisson Becker, afirmou esta quinta-feira que o seu país não está entre os favoritos a vencer o Mundial-2026, mas acrescentou que não existe qualquer vantagem em ser apontado como candidato à conquista do troféu e manteve-se confiante nas hipóteses da sua equipa.

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O guarda-redes do Liverpool, Alisson, que tem tido uma série de lesões recorrentes recentemente, disse numa conferência de imprensa no hotel do Brasil, em Nova Jérsia, que está a 100% para disputar o seu terceiro Mundial.

Ao responder a uma pergunta sobre o estatuto do Brasil, já que outras equipas como a França e a atual campeã Argentina são vistas como mais bem preparadas, o guarda-redes de 33 anos afirmou que estar entre os favoritos "não é garantia para ninguém" e só aumenta a pressão sobre a equipa.

"O que realmente importa é a condição em que se chega ao primeiro jogo. Estamos prontos", disse, acrescentando que o ambiente tem sido positivo após os problemas que o Brasil enfrentou durante a qualificação sul-americana.

O Brasil qualificou-se em quinto lugar, atrás da Argentina, Equador, Colômbia e Uruguai, tendo nomeado o italiano Carlo Ancelotti como selecionador antes dos dois últimos jogos, nos quais venceu um e perdeu outro.

"Este último ciclo foi difícil; sentimo-lo profundamente. Mas tudo começou a melhorar assim que o Ancelotti chegou. Ele tem uma presença muito forte no grupo e transmite-nos tranquilidade para trabalhar", afirmou Alisson.

Ancelotti está no comando da seleção pentacampeã há quase um ano. O primeiro treinador estrangeiro no cargo, tem tido resultados irregulares, mas muitos confiam na sua liderança como fundamental para trazer o Mundial de volta ao país após 24 anos.

O primeiro jogo do Brasil será frente a Marrocos, no sábado, no Estádio MetLife, em Nova Jérsia.

Alisson disse que Ancelotti, de 67 anos, tem dado especial atenção à melhoria da defesa da equipa, que tem tido dificuldades com frequência.

"Alguns desses golos podiam ter sido evitados. Estamos a trabalhar nisso, porque o Mundial é uma competição curta. Sabemos que vamos ter sempre oportunidades para marcar devido à qualidade da equipa", afirmou.

Questionado se estava entusiasmado por juntar-se aos quatro guarda-redes brasileiros que participaram em três ou mais edições do Mundial, afirmou que o seu objetivo era integrar outro grupo, o dos campeões.