A AFA está a ser investigada por quatro alegadas infrações, relacionadas com manifestações de natureza não desportiva, conduta inadequada, discriminação ou comentários racistas e ordem e segurança nas partidas.
O Comité Disciplinar da FIFA vai analisar diversos encontros da bicampeã sul-americana Argentina, que falhou a revalidação do título mundial, ao perder na final com a campeã europeia Espanha (1-0, após prolongamento), em 19 de julho, em East Rutherford, nos Estados Unidos
No fim da vitória albiceleste sobre a Inglaterra (2-1), nas meias-finais, os jogadores exibiram uma faixa no relvado com a frase “Las Malvinas Son Argentinas” (“As Malvinas São Argentinas”, em tradução livre), em alusão ao arquipélago ultramarino britânico, que foi temporariamente ocupado pelos sul-americanos em 1982 e é designado de Falklands pelo Reino Unido.
Recordando também os cânticos entoados depois do triunfo da Argentina sobre o Egito (3-2), nos oitavos, o Governo das ilhas Malvinas denunciou a conduta da seleção sul-americana numa carta enviada à FIFA e apelou ao organismo presidido pelo ítalo-suíço Gianni Infantino que aplique os seus regulamentos de forma consistente.
O Comité Disciplinar abriu outro processo para analisar os desacatos entre Argentina e Espanha na final do Mundial-2026, sendo que os jogadores Leandro Paredes e Nahuel Molina e o treinador-adjunto Roberto Ayala, todos da albiceleste, estão acusados de agressões - o médio terá de responder por três incidentes e o defesa-direito por dois, um dos quais na forma tentada.
Nahuel Molina também é visado por conduta antidesportiva no encontro decisivo do principal torneio internacional de seleções, a exemplo de Thiago Almada, seu companheiro de equipa, e do espanhol Pablo Gavi.
