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Marco Silva lança St. Gallen e aborda António Silva: "Não preparo jogos a pensar em despedidas"

Marco Silva, treinador do Benfica
Marco Silva, treinador do BenficaRODRIGO ANTUNES/LUSA

Marco Silva, treinador do Benfica, fez esta quarta-feira a antevisão à partida da 2.ª mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, frente ao St. Gallen, agendada para quinta-feira, a partir das 20:00, no Estádio da Luz. Leia as declarações abaixo.

Acompanhe as incidências e relato do encontro

Antevisão ao jogo: "Temos de ser mais fortes coletivamente. O jogo tem e teve várias condicionantes, mas temos de ser mais fortes como equipa para potencializar as nossas qualidades. Deixámos o jogo ir para duelos individuais, temos de ter um domínio diferente do jogo, ter posses mais longas e não deixar que o jogo entre no perde e ganha. Houve muitas transições, não tivemos capacidade de assentar o jogo. Temos de melhorar esse aspeto, sem dúvida. Estamos em desvantagem na eliminatória e queremos dar um sinal aos nossos adeptos no começo da partida. Os adeptos serão fundamentais, mas sabemos que temos de dar o primeiro boost e uma entrada forte fará com que o jogo fique mais para o nosso lado".

Impaciência das bancadas: "Já falei das críticas no último jogo. Quando não jogamos ao nível que podemos, independentemente das condicionantes, as críticas não são agradáveis, mas temos de as encarar como naturais num clube como o Benfica. Não nos podem condicionar. Acredito que vamos entrar fortes e os nossos adeptos também irão fazer o que fazem no momento de puxar pela equipa para o que queremos, que é ganhar o jogo e passar a eliminatória".

Dificuldades na bola parada: "Temos de melhorar, é tão simples como isso. No primeiro canto, notou-se. Não tem a ver com organização, temos de ser proativos para atacar a bola em zonas preenchidas por nós. Na segunda parte, o adversário tenta surpreender. Analisámos e fizemos o nosso trabalho. Temos vindo a trabalhar as bolas paradas desde o princípio da temporada. Temos de dar passos em frente para melhorar na segunda mão".

Jhon Durán e regresso dos internacionais: "Jogou contra o Belenenses o tempo que vocês sabem, num jogo de pré-temporada. Iremos acrescentar os minutos que temos de acrescentar aos jogadores que vieram do Mundial, sem grande pausa. Estiveram em competição, num ambiente de stress competitivo, a pausa não é muito grande. Fizeram quatro sessões de treino até ao jogo. Irão estar todos envolvidos no jogo, depois compete-me a mim decidir o onze e as opções para o jogo".

Tem feito o seu processo natural. Estava numa pausa grande de férias, não tinha jogado tanto também. Está a melhorar. Deu sinais positivos num jogo de intensidade baixa, acreditamos que nos vai ajudar. Compete-nos tomar as decisões mais acertadas. Nem sempre quem começa é decisivo e teremos soluções no banco para lançar. Praticamente todos os jogadores que chegaram mais tarde estarão convocados para o jogo".

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Golos sofridos: "Tento ser o mais honesto possível para fazer análises do jogo. Não ando em rodeios, tento analisar de forma clara. A forma como sofremos os golos? Se queremos ganhar, temos de ser claros na análise. São dois golos em que, ao nível em que estamos, temos de fazer melhor. Os jogadores estão no mesmo caminho. Percebemos que nos últimos minutos uma bola parada pode ser um fator de decisão importante. É uma questão de manter o foco. Usar a palavra inaceitável ou dizer que temos de fazer muito melhor? Se calhar tenho de ir pelo outro lado, para não dar tanto ênfase, mas temos de melhorar".

Resultados do Benfica
Resultados do BenficaFlashscore

Regresso de Barreiro e possível despedida de António Silva

Pressão para os jogadores: "A pressão é inerente a quem está neste clube. Se formos mais fortes coletivamente, os jogadores vão jogar melhor. Os jogadores vão dar uma resposta para o jogo. Quem está a este nível tem de suportar a pressão de jogar num clube como o Benfica. Estamos a jogar competições europeias e o fator decisivo está lá, mas também queremos isso no campeonato. Quando se joga nesta casa e a este nível, temos de olhar para todos os jogos como finais. Temos de olhar para isso como um privilégio". 

Possível queda para a Liga Conferência: "Não penso um segundo nisso. Não gasto energia a pensar que algo pode ser negativo. Sou positivo por natureza. Depois do mau jogo que fizemos, a semana foi positiva. Recebemos jogadores que elevaram o nível do treino e competitividade. Isso foi notório na nossa preparação. Não há aqui nenhum negativismo".

Titularidade e continuidade de António Silva: "Não preparo jogos do Benfica para preparar despedidas de jogadores. Preparo a equipa para o jogo. Começámos a pré-temporada com um central, depois com dois, além dos jovens da formação. Esta é a realidade e vocês sabem. Não pensamos no onze para permitir a um atleta despedir-se do Benfica dentro de campo. Nunca tive conversas dessas com jogadores do Benfica. O António está comprometido com a nossa preparação, não havia hipótese de jogar se não estivesse. Se contava ou não com o António (Silva)? Se não contasse, já o tinha comunicado à direção. Se está no Benfica é porque eu contava como o António (Silva), como é lógico".

Leandro Barreiro: "Teve uma boa pré-temporada, foi uma ausência inesperada, optámos por jogar com o Miguel (Figueiredo), essa foi a nossa opção. Foi difícil para o Leandro, foram só três ou quatro dias de fora, mas perdeu alguns quilos. Está a voltar ao seu melhor. Será mais uma solução e, se tiver de começar o jogo, irá começar".

Postura do St. Gallen e entrada de Schjelderup: "Estamos preparados para as duas hipóteses. É um adversário que gosta de levar para questões individuais, custou-nos muito na primeira mão, não tivemos capacidade de assentar, é isso que temos de fazer de forma diferente. Não foi uma surpresa, não demonstrámos a calma necessária. Podem optar por uma abordagem mais conservadora, ir para um bloco médio/baixo e esperar por nós. Também trabalhámos esse momento. O jogo vai ditar a abordagem. O adversário pode manter a abordagem e nós temos de ter a capacidade para levar o jogo para ataque posicional e criar as situações que precisamos para ganhar o jogo".

Onze do Benfica em St. Gallen
Onze do Benfica em St. GallenFlashscore

Rendimento de Sudakov e titularidade de Miguel Figueiredo

Tranquilidade com bola e aspeto mental: "Os dois momentos estão ligados, temos de nos preparar mentalmente. Temos de demonstrar capacidade de circulação, rodar o jogo e procurar espaços. Não tivemos isso na primeira mão. A parte tática e mental estão ligadas e temos vindo a trabalhá-los, individualmente, no treino. Essa característica será importante, temos de estar preparados para situações de transição, mas uma equipa como nós tem de ter capacidade de não perder rapidamente a bola".

Miguel Figueiredo: "Estou muito satisfeito com o Miguel. Nos últimos seis meses, no espaço dele, foi evoluindo de forma positiva e, com algumas reuniões que fomos tendo, tomei a decisão de querer vê-lo. Era importante ter jovens da formação. Não jogou por acaso, jogou porque deu boas indicações e não tínhamos três jogadores nessa posição. Deu uma boa resposta, mesmo em momentos que a equipa não esteve tão bem. Vai estar debaixo do radar, entre a equipa principal e a equipa B. Acreditamos no jogador. Estará integrado na equipa A quando tiver de estar".

Sudakov: "Quer o Sudakov, o Rafa, o Prestianni, o (Gonçalo) Moreira. São jogadores com capacidade de ser terceiro médio, têm de ter a capacidade de ler. Defrontámos uma equipa em que o jogo defensivo é homem a homem. Terão mais pressão vinda de trás, não há grande espaço entrelinhas. Tivemos muitos momentos de 3x2 em que a decisão não foi a melhor. Independentemente da forma como o adversário vai jogar, o jogo vai pedir outras coisas. Quem joga tem de estar preparado para os dois momentos, marcação por trás e ter a capacidade de jogar ao primeiro toque. Foi algo que fomos trabalhando, acredito que vão melhorar".

Exibição de Sudakov na Suíça
Exibição de Sudakov na SuíçaFlashscore

Confiança em Sudakov e posição de duplo pivô: "Em relação ao que poderá acontecer até ao final do mercado não vou comentar. Em relação à confiança no Sudakov? Fez dois jogos, não pôde fazer os jogos à porta fechada por lesão. Não rendeu ao nível que pode render. Mau era que perdesse a confiança num jogador que precisa de confiança, sabe que terá de demonstrar a qualidade que tem, não iria mudar a minha opinião. Claro que é diferente estarmos de fora, mas não o fazer após cinco semanas, os jogadores têm de render, melhorar, libertar mais quando a marcação vem de trás. Estamos cá para ajudar o Sudakov. Se melhorarem individualmente seremos melhores em termos coletivos. Não quero individualizar, é uma questão muito mais coletiva. Tendo melhores exibições vão melhorar o coletivo".

Expectativas para estreia oficial na Luz: "Acredito que os adeptos vão fazer a diferença, vai ter um gosto especial. Espero um apoio constante, um estádio que consegue empurrar a equipa, é algo que é característico. Os adeptos são insatisfeitos por natureza, mas amanhã (quinta-feira) espero um ambiente à Benfica que nos permita fazermos o que querermos. Espero uma vitória em casa, se pudermos aliar uma exibição melhor do que a última - e teremos que o fazer para ganhar - seria excelente para nós".

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