Mundial-2026: Koeman não se arrepende da estratégia defensiva após eliminação dos Países Baixos

O selecionador dos Países Baixos, Ronald Koeman, e a sua equipa técnica antes do início do jogo
O selecionador dos Países Baixos, Ronald Koeman, e a sua equipa técnica antes do início do jogoREUTERS / Daniel Becerril

O selecionador dos Países Baixos, Ronald Koeman, afirmou que optaram por uma abordagem mais defensiva frente a Marrocos para aumentarem as hipóteses de vencer, e não por receio do adversário, depois de a sua equipa ter sido eliminada do Mundial-2026.

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Koeman não pediu desculpa por ter alinhado com cinco defesas, mesmo esperando uma onda de críticas após a derrota por 3-2 nos penáltis depois de um empate 1-1 após prolongamento.

O selecionador neerlandês, que já teve de lidar com desaprovação por se afastar da tradicional escola holandesa de futebol ofensivo, considerou que jogar com cinco atrás era a estratégia certa para ultrapassar os norte-africanos.

“Com esta abordagem defensiva, concedemos muito menos do que durante os jogos da (fase de) grupos. Isso foi positivo, mas também fomos menos ofensivos. Podem pensar o que quiserem sobre a tática, mas concedemos muito menos frente a uma equipa muito mais forte do que a Suécia e a Tunísia. E se tivesse de o fazer novamente, faria exatamente da mesma forma", disse o treinador, acrescentando que iria decidir o seu futuro na equipa após refletir sobre a eliminação.

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“Também sei que, se Marrocos não tivesse empatado com aquele golo tardio, haveria todo o tipo de elogios para mim como treinador dos Países Baixos, mas agora, provavelmente, vou ser criticado pelo facto de ter escolhido cinco defesas, mas, mais uma vez, acredito que era necessário", acrescentou.

Koeman afirmou que discutiu a abordagem com os jogadores e que todos concordaram.

“Vão criticar-me, e têm esse direito, mas veem o futebol da bancada. Estou com a equipa. Sabia o que era preciso melhorar. Foi assim que o melhorei. E, mais uma vez, se tivesse de o fazer de novo, teria feito exatamente o mesmo”, disse aos jornalistas.

“Não teve a ver com medo. Não era nada disso. Porquê medo? Quero dizer, tínhamos três avançados em campo. Isto tem a ver com uma melhor organização defensiva, não por receio, mas com base numa análise do adversário, e podemos continuar a discutir isto até amanhã à noite. Têm a vossa opinião, com todo o respeito, está tudo bem. Mas eu tenho uma visão diferente", acrescentou numa troca de palavras mais acesa.

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Marrocos garantiu o apuramento para os oitavos de final, onde vai defrontar o Canadá em Houston, no sábado.