Mundial-2026: Lopetegui garante que o Catar vai "lutar com unhas e dentes" no jogo decisivo contra a Bósnia

Julen Lopetegui fala com os seus jogadores do Catar
Julen Lopetegui fala com os seus jogadores do Catar Albert Gea / Reuters

O Catar pretende fazer história no último jogo da fase de grupos do Mundial-2026, decisivo para as suas aspirações, frente à Bósnia e Herzegovina, procurando a sua primeira vitória de sempre numa fase final do Mundial, afirmou o selecionador Julen Lopetegui.

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Ambas as equipas precisam de vencer para continuarem no torneio, e o Catar vai "lutar com unhas e dentes" no relvado de Seattle, garantiu Lopetegui.

O Catar vem de uma derrota por 0-6 frente ao Canadá. O defesa Homam Ahmed e o médio Assim Madibo foram ambos expulsos nesse encontro. O segundo viu o cartão vermelho após uma entrada sobre Ismael Kone, que resultou na fratura da perna do médio canadiano, e Lopetegui revelou que Madibo visitou Kone em Vancouver.

"Ele (Madibo) ficou muito, muito afetado com esta lesão", disse o treinador. "Nunca foi essa a sua intenção."

A goleada sofrida frente ao Canadá já faz parte do passado: "Agora, estamos a concentrar-nos no desafio de amanhã que temos pela frente".

Catar e Bósnia somam ambos um ponto na classificação do grupo.

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"Pressão? Nenhuma", disse o treinador. "Temos ambição e entusiasmo."

Esta é a primeira vez que o Catar se qualificou para o Mundial. O país organizou a edição de 2022, o que garantiu à equipa uma vaga automática no torneio.

Lopetegui descreveu a Bósnia como uma equipa forte "física e tecnicamente", com vários avançados e extremos perigosos, e salientou que eliminaram o País de Gales e a Itália para chegar ao Mundial.

"Têm muitas soluções", afirmou. "Temos de aproveitar os nossos pontos fortes e ser a melhor equipa possível."

O avançado Ahmed Al-Eddin disse que o grupo do Catar manteve-se unido após a goleada sofrida frente ao Canadá. Ver adeptos com trajes tradicionais do Catar nas bancadas, tanto no jogo com o Canadá como no empate 1-1 com a Suíça, foi uma inspiração.

"Isso fez-nos realmente sentir esperança, como se estivéssemos a jogar no Catar, e não nos EUA. E, se Deus quiser, vamos tentar retribuir pelo menos uma pequena parte, uma parte muito modesta, do que eles nos têm dado ao longo do caminho", afirmou Al-Eddin.