Além de terem cedido quatro atletas em 26 possíveis à seleção inglesa, os citizens figuram nas listas de mais 11 países, entre os quais Portugal, ao incluir Matheus Nunes, Rúben Dias e Bernardo Silva, que está de saída, a campeã europeia Espanha, do capitão Rodri, e a regressada Noruega, face à presença de Erling Haaland, melhor marcador da fase de apuramento, com 16 golos.
Segue-se o bicampeão alemão Bayern Munique, com 18 jogadores, contra 16 do campeão inglês Arsenal e do pentacampeão francês e bicampeão europeu Paris Saint-Germain, dos lusos Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos, que venceram os londrinos na semana passada para conquistarem a Liga dos Campeões pela segunda vez consecutiva.
O Mundial-2026 tem representação de 449 clubes de 71 países, sendo que 35 são da Europa e 13 de Portugal - nove da I Liga e quatro do segundo escalão -, de onde procedem 32 atletas, de 15 seleções, havendo oito do Benfica, sete do Sporting, quatro do SC Braga e três do campeão nacional FC Porto.
Apesar de já terem sido oficializadas transferências para a próxima época, a FIFA indicou nas listas oficiais o clube pelo qual um jogador fez o seu último encontro oficial antes da principal prova internacional de seleções.
Os emblemas portugueses reúnem cinco representantes no conjunto das quinas e sete em Cabo Verde, um dos quatro estreantes no Campeonato do Mundo e entre as seis equipas sem futebolistas a atuar nos respetivos países, a par de Costa do Marfim, Curaçau, República Democrática do Congo, adversária dos lusos na estreia no Grupo K, Senegal e Uruguai.
Os uruguaios são os únicos cujos campeonatos fornecem atletas para outras seleções, mas não para a sua, cenário contrariado por Arábia Saudita e Catar, ao terem 25 convocados cada a alinhar nesses países.
O coanfitrião Canadá e a Nova Zelândia contam com jogadores de clubes locais, mas nenhum compete no próprio território, pois todos evoluem nos escalões principais dos Estados Unidos ou da Austrália, respetivamente. Já os Países Baixos sobressaem em futebolistas a atuar no mesmo país estrangeiro, ao concentrarem 15 em Inglaterra, onde estão 205 dos 1.248 convocados para o Mundial-2026, envolvendo cinco da terceira divisão e um da quinta, o defesa central neozelandês Tommy Smith, do Braintree Town.
O guarda-redes haitiano Josué Duverger, que jogou como sénior no Vitória FC e no União de Santarém e agora pertence ao Cosmos Koblenz, é o outro representante de um quinto escalão e faz parte dos 108 nomes provenientes dos campeonatos da Alemanha, acima dos 86 de Espanha e França (um está na terceira divisão) e dos 71 da Itália, cuja seleção falhou o acesso à fase final pela terceira vez consecutiva e é a principal ausente.
Ao contrário de 2014, 2018 e 2022, edições nas quais não houve seleções da Oceânia apuradas nem clubes desse continente a ceder futebolistas, há emblemas das seis confederações presentes, vindo 855 atletas da Europa.
Se 891 jogadores nunca participaram em Mundiais, 357 já têm experiência e 22 foram campeões - 17 pela Argentina, em 2022, quatro com a França, em 2018, incluindo Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé, detentor da Bola de Ouro e do prémio The Best da FIFA, e um na Alemanha, em 2014.
Entre os atuais campeões, Lionel Messi, único a ser eleito melhor jogador da prova por duas vezes, em 2014 e 2022, é o recordista de partidas, com 26, e o futebolista no ativo com mais golos, ao acumular 13, a três dos 16 do alemão Miroslav Klose.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contará com 48 seleções nacionais e será disputado em 16 estádios modernos.
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O avançado vai para a sexta fase final seguida e partilhará essa marca inédita com o também dianteiro e capitão português Cristiano Ronaldo, único a marcar em cinco edições, e o mexicano Guillermo Ochoa, guarda-redes do AFS em 2024/25, apesar de não ter competido em 2006 e 2010.
Ronaldo e Ochoa são dois dos sete futebolistas com, pelo menos, 40 anos aquando do início da competição, bem como Manuel Neuer, campeão na baliza da Alemanha em 2014, e o médio Luka Modrić, finalista vencido em 2018, com a distinção de melhor jogador, e terceiro classificado em 2022 pela Croácia.
O guarda-redes escocês Craig Gordon é o mais velho, com 43 anos e 162 dias, enquanto o médio mexicano Gilberto Mora, de 17 anos e 240 dias, lidera em precocidade e está entre os 22 convocados abaixo dos 20 anos, a par dos espanhóis Lamine Yamal e Pau Cubarsí, do alemão Lennart Karl, do costa-marfinense Yan Diomande ou dos brasileiros Rayan e Endrick.
A Costa do Marfim apresenta a média etária mais baixa, com 25,9 anos, cenário do qual se distancia Portugal, detentor da Liga das Nações, com 28, e encontra maior contraste junto de Colômbia (30,1), adversária dos lusos na primeira fase, Irão (30,4) e Panamá (30,4).
De acordo com o regulamento da prova, só são permitidas alterações nas convocatórias em caso de lesão grave ou doença, até 24 horas antes da primeira partida da respetiva seleção, prazo inexistente para os guarda-redes.
A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realiza-se de 11 de junho a 19 de julho e integra pela primeira vez 48 seleções, incluindo Portugal, num total de 104 jogos, sob inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá, países aos quais algumas comitivas têm acedido com atraso, devido a problemas relacionados com a emissão de vistos, conforme é o caso do Irão, em guerra com os norte-americanos e Israel.
