Recorde as incidências da partida
Após o encontro, o jogador recordou as suas origens no Nordeste do Brasil e as barreiras que teve de ultrapassar para vestir a camisola 9 da seleção brasileira no maior palco do futebol mundial.
"Estou muito grato. Lembro-me daquele menino da Paraíba (...) Depois de tudo aquilo por que passamos, dos momentos difíceis, penso que são esses momentos que mais nos marcam e que tornam o dia de hoje ainda mais especial", afirmou Matheus Cunha aos jornalistas.
"Não ter estado no outro Campeonato do Mundo e imaginar que poderia ter sido tão maravilhoso faz-me querer dar tudo agora, para que este seja aquilo com que sempre sonhámos. Não há nada mais gratificante do que concretizar um sonho e perceber a dimensão daquilo com que sonhámos", acrescentou o avançado.
Cunha destacou também a função tática que desempenhou no encontro e a sua mobilidade, igualmente elogiada por Vinícius Júnior.
"Procuro ser sempre um avançado que não fica preso na área. Gosto de ajudar na construção, de dar mobilidade e de oferecer uma linha de passe aos meus companheiros, mas também de ser eficaz dentro da área. Penso que o mais importante é cumprir aquilo que o treinador pede e conseguir dar o meu melhor", analisou.

Críticas à Seleção
Apesar da vitória tranquila, que deixou o Brasil no topo do grupo, à frente de Marrocos pela diferença de golos, o avançado reconheceu que o desempenho da equipa continua a ser alvo de críticas, sobretudo devido à irregularidade demonstrada durante o período de preparação.
Cunha considerou que a exigência dos adeptos brasileiros faz parte da cultura do país, mas defendeu o resultado alcançado em Filadélfia.
"As críticas externas vão existir sempre, não por uma questão negativa, mas porque somos o Brasil e todos esperam que as coisas sejam sempre maravilhosas. O nosso povo sente muito orgulho no futebol e sabe que é uma forma de desfrutar da vida, perante outras possibilidades que não existem no nosso país", afirmou o camisola 9, antes de alertar para o nível competitivo do Mundial.
"Saber sofrer durante um jogo de futebol é muito importante, porque sabemos que teremos encontros de maior dificuldade. O Haiti também tem qualidade e está a disputar um Campeonato do Mundo", analisou.
"Penso que isto não é assim tão matemático. Cada jogo apresenta dificuldades diferentes e é muito importante sabermos sofrer juntos e desfrutar, mesmo que seja com um resultado que, para mim, é excelente, mas que muitos gostariam que fosse mais expressivo", concluiu.
O Brasil regressa à competição na próxima quarta-feira (24), frente à Escócia, em Miami, na última jornada do Grupo C do Mundial. O encontro definirá a posição final da seleção brasileira e o adversário na fase a eliminar.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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