O ministro pronunciou-se enquanto a participação do Irão no Mundial, organizado em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México, está envolta em incertezas desde a ofensiva norte-americana-israelita lançada no final de fevereiro contra a República Islâmica.
"O presidente da FIFA (Gianni Infantino) prometeu-nos que todos os nossos jogadores receberiam um visto. Não há qualquer razão para que os nossos jogadores não recebam um visto", declarou o ministro, citado pela agência iraniana Isna.
A seleção do Irão, que inicialmente deveria instalar a sua base em Tucson, Arizona, durante o Mundial (11 de junho-19 de julho), anunciou no sábado que obteve luz verde da FIFA para montar o seu campo em Tijuana, cidade mexicana na fronteira com os Estados Unidos.
"Graças a esta medida, o problema dos vistos ficará em grande parte resolvido", precisou o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.
O México aceitou "sem problema" que o Irão estabeleça o seu campo base no país, anunciou esta segunda-feira a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.
Os iranianos vão disputar os três jogos da fase de grupos nos Estados Unidos: em Los Angeles, a 15 de junho contra a Nova Zelândia, depois frente à Bélgica a 21 de junho, e por fim um encontro contra o Egito, a 26 de junho em Seattle.
"O país anfitrião do Mundial tem obrigações e deve proporcionar condições de acolhimento adequadas. Uma dessas condições é a emissão de vistos para todos os países, sem exceção, para todos os jogadores, equipa técnica, direção e até jornalistas", sublinhou o ministro iraniano.
Os dois países não mantêm relações diplomáticas desde 1980, na sequência da crise dos reféns em Teerão.
A delegação iraniana iniciou esta semana os procedimentos para obtenção de vistos na Turquia, onde a seleção nacional está atualmente a realizar o seu estágio de preparação para o Mundial 2026.
O vice-presidente da Federação Iraniana, Mehdi Mohammad Nabi, explicou na passada terça-feira que não tinha "a certeza de que todos os jogadores e equipa receberão os seus vistos para os Estados Unidos", embora se tenha mostrado confiante num desfecho favorável.
Infantino garantiu sempre que o Irão disputará os seus jogos, como previsto, nos Estados Unidos.
O presidente norte-americano, Donald Trump, também deu o seu aval, depois de ter considerado em março que a seleção do Irão não deveria participar na prova mundial por questões de "segurança".
