Mundial-2026: Mohamed El Shenawy (Egito) confiante antes do "enorme" jogo de estreia frente à Bélgica

Mohamed El Shenawy antes do jogo de preparação para o Mundial frente ao Brasil
Mohamed El Shenawy antes do jogo de preparação para o Mundial frente ao BrasilBrian Fisher / Zuma Press / Profimedia

O guarda-redes do Egito, Mohamed El Shenawy, prevê que os norte-africanos vão enfrentar um teste exigente quando defrontarem a Bélgica no jogo de estreia do Mundial, a 15 de junho.

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Os Faraós vão iniciar a sua campanha no Grupo G no Estádio de Seattle. O Egito vai marcar presença pela quarta vez no palco mundial, tendo-se qualificado anteriormente em três ocasiões – em 1934, 1990 e 2018.

Detêm a distinção histórica de terem sido a primeira nação africana e árabe a participar no torneio. Apesar do sucesso continental, nunca venceram um jogo na fase final do Mundial.

‘É um jogo de grande importância para nós’

Antes da estreia, El Shenawy afirmou ao site da FIFA: “Vai ser um jogo enorme para nós. Já defrontámos a Bélgica anteriormente, mas agora tudo é claramente diferente, e as circunstâncias também serão distintas. Sem dúvida, é um jogo de grande importância para nós e uma ocasião marcante para os jogadores que vão defrontar a Bélgica pela primeira vez naquele estádio. E, claro, os adeptos vão estar presentes, a apoiar ambas as equipas.

É um jogo de grande importância para nós, e o mais importante é entrarmos nele cheios de confiança. Se Deus quiser, conseguiremos sair com a vitória", acrescentou.

Sobre o motivo pelo qual o Egito ainda não venceu no Mundial, apesar de ter jogadores de qualidade, afirmou: “Faltou-nos experiência. Estivemos 28 anos sem nos qualificarmos para o Mundial, e foi a primeira vez da equipa a competir a esse nível, por isso era natural que nos faltasse experiência. Mas desde esse torneio ganhámos muita experiência, disputando jogos contra grandes seleções internacionais."

Hoje, a situação está muito mais clara para nós, e podemos alcançar algo especial no próximo Mundial. Claro que temos de definir os nossos objetivos e ambições para chegar às fases finais do torneio. Neste momento, é fundamental garantirmos a qualificação para as eliminatórias. O Mohamed Salah, o Trezeguet e eu já jogámos no Mundial antes, e podemos transmitir essa experiência ao resto do grupo e ajudá-los a adaptarem-se ao ambiente do torneio. Estamos a preparar-nos para defrontar equipas muito fortes no Mundial. E isso vai jogar a nosso favor, porque vamos entrar no torneio no auge da preparação", acrescentou.

Olhos postos no título mundial

Sobre o que o Egito pode alcançar no Mundial-2026, afirmou: “Da minha parte, estou totalmente determinado a ir até ao fim no Mundial. Vai ser certamente difícil, mas o meu objetivo e ambição é vencer o torneio. Antes de mais nada – a nível coletivo e para mim pessoalmente, sendo este o meu segundo Mundial – estou plenamente consciente da qualidade das equipas que vão estar presentes. Estamos a conversar entre nós e a perseguir as nossas ambições passo a passo, começando por ultrapassar a primeira ronda. Por isso, se me perguntarem qual é o meu sonho, direi que é levantar o troféu do Mundial.”

El Shenawy acrescentou: “A equipa está atualmente focada nos jogos de preparação e a preparar-se para o Mundial. Aspiramos chegar a um ponto em que consigamos alcançar algo novo – algo que nunca foi conseguido antes. Como disse, o primeiro passo é ultrapassar a primeira ronda, depois abordaremos a fase seguinte também passo a passo. Para nós, chegar tão longe no torneio seria uma conquista enorme.”

El Shenawy protagonizou uma exibição de luxo na baliza frente ao Uruguai no Rússia-2018, e desde então consolidou o seu estatuto como uma das maiores estrelas dos Faraós.

Recordando a prestação na Rússia, afirmou: “Claro que me lembro perfeitamente. Foi o meu primeiro jogo no Mundial. O Egito não participava no torneio há 28 anos, por isso todos os jogadores estavam completamente concentrados. Não conseguimos dormir na noite anterior; estávamos tão focados e entusiasmados. A maioria dos jogadores que ia jogar não conseguiu dormir, e o jogo estava marcado para o meio-dia. Foi um sonho tornado realidade para todos nós, e os adeptos em todo o Egito aguardavam ansiosamente o jogo. Todos percebíamos que estávamos a representar todo o povo egípcio, e é um motivo de orgulho representar o nosso país num palco desta dimensão.

“Para nós, foi o evento de uma vida. Graças a Deus, entrámos muito motivados e fizemos uma grande exibição. E graças a Deus, fui eleito o Homem do Jogo. Foi um momento extraordinário para mim vencer esse prémio e ser reconhecido como o melhor guarda-redes logo no meu primeiro jogo no Mundial. Nunca esperei ganhar, mas foi a recompensa por muito trabalho árduo de todos nós. Graças a Deus, estivemos bem, e pedimos a Deus que nos conceda sucesso também neste Mundial", acrescentou.

O capitão do Al Ahly prepara-se agora para juntar-se a um grupo restrito, sendo um dos apenas três jogadores egípcios a participar em dois Mundiais, juntamente com Mohamed Salah e Trezeguet – ambos também presentes no grupo há oito anos.