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Tinha tudo a seu favor. Melhor marcador do Mundial no Brasil aos 23 anos em 2014, com seis golos, incluindo um remate de primeira memorável frente ao Uruguai, e apontado como uma futura estrela... O seu caminho parecia traçado. No entanto, o seu destino não foi aquele que muitos lhe auguravam, deixando um sabor amargo aos seus adeptos.
Este jogador, vencedor da Liga Europa pelo FC Porto em 2011 e vice-campeão de França pelo Monaco mesmo antes de se dar a conhecer ao mundo, nunca conseguiu confirmar, fosse no Real Madrid com a sua constelação de estrelas, onde chegou na sequência do seu Mundial no Brasil, ou mais tarde no Bayern Munique.
Fracassos que o levaram a uma itinerância por clubes, sintomática de um jogador à deriva. Multiplicando destinos ao longo dos últimos anos, passou pela Inglaterra, pelo Catar, pela Espanha e ainda pela Grécia, até aterrar esta época no Minneapolis United.

Um sinal, talvez, para quem vai disputar nos Estados Unidos o seu terceiro Mundial com a Colômbia (2014, 2018), algo que apenas Carlos Valderrama e Freddy Rincon tinham conseguido antes dele. Se participar em dois jogos neste Mundial, igualará assim o número de presenças destes dois monstros do futebol colombiano (10).
"Mantenho este sorriso"
"Estou feliz, é um sonho tornado realidade, o tempo passa e mantenho este sorriso", garantiu James Rodriguez aos meios de comunicação à chegada a Guadalajara, onde a seleção instalou a sua base para a primeira fase. Mas o seu sorriso não apagará os lamentos que acompanharão a evocação da sua carreira, que muitos sonharam ser grandiosa. É difícil, aliás, isolar razões concretas para explicar estes fracassos sucessivos, entre problemas físicos, lesões e treinadores pouco convencidos.
A sua primeira época no Real Madrid em 2014/2015, onde envergou o número 10, não foi desonrosa, com 17 golos marcados. Mas logo na época seguinte, Rafael Benitez relegou-o para o banco, prática que Zinédine Zidane continuou ao comando de um Real repleto de estrelas. O empréstimo ao Bayern Munique em 2017 veio confirmar que James é mais homem de primeiras épocas do que de segundas.

Esses raros momentos de brilho alimentam mais a ideia de um jogador irregular do que a de uma pérola capaz de fazer a diferença. O seu regresso ao Real em 2020, numa época completamente fora de contexto, marcou o fim de uma carreira já em declínio, poucos anos depois de ter começado.
Paradoxalmente, esta instabilidade, com seis clubes diferentes em seis anos e várias interrupções na seleção durante a era de Reinaldo Rueda, não abalou a confiança do selecionador Nestor Lorenzo, que continua a acreditar nele.
"Há jogadores que dão mais em 20 minutos do que outros num jogo inteiro", disse o selecionador sobre ele, citado pela FIFA. Sob o comando de Lorenzo, e com James como titular, a Colômbia voltou a ganhar ânimo ao chegar à final da Copa América em 2024. Este Mundial é a oportunidade para o natural de Cúcuta mostrar mais uma vez que o seu talento não desapareceu por completo.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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