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Na terça-feira, ao minuto 78 do jogo em Foxborough (Massachusetts), o avançado ganês Prince Adu foi derrubado na área pelo defesa inglês Ezri Konsa, com ambos os pés levantados, numa altura em que o ganês seguia isolado perante o guarda-redes adversário e as duas equipas estavam empatadas 0-0. O árbitro hondurenho Said Martínez não assinalou falta nem recorreu ao VAR.
"Já devíamos estar qualificados com seis pontos, somos fortes nos penáltis. O VAR surgiu em 2016, foi utilizado pela primeira vez num Mundial em 2018, não há desculpa nem razão para não ser melhor e está na altura de a FIFA analisar o que aconteceu desde então", explicou o português, recordando o lance polémico.
O sistema de assistência por vídeo "destina-se a ajudar os árbitros a arbitrar e a tomar as decisões corretas, espero que melhore nos próximos anos", concluiu.
O avançado Antoine Semenyo também admitiu que os jogadores ganeses não pressionaram o suficiente o árbitro para o convencer a recorrer ao VAR. "Os jogadores têm de apertar com o árbitro para reclamar, temos de ser mais agressivos com os árbitros, ficar mais tempo junto deles, porque é realmente frustrante que o lance não tenha sido revisto pelo VAR".

Queiroz, que está a disputar o seu 4.º Mundial como selecionador, já tinha sido irónico após o jogo de quarta-feira: "O VAR ainda funciona no Mundial? Tenho dúvidas, o VAR foi tomar um café", atirou, garantindo que "era claramente penálti".
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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