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A delegação dos Léopards, a quem as autoridades norte-americanas impuseram um período de isolamento de 21 dias antes de entrarem no território, descolou do aeroporto de Paris-Charles-de-Gaulle rumo aos Estados Unidos.
A RD Congo foi derrotada por 2-1 pelo Chile na terça-feira em Orleães (França), naquele que foi o seu último jogo, disputado à porta fechada, antes do início do torneio.
O encontro estava inicialmente agendado para a cidade espanhola de La Línea de la Concepción, mas o presidente da câmara desta localidade do sul do país proibiu o jogo devido a preocupações relacionadas com a epidemia de Ébola que afeta o país da África Central.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou um alerta sanitário internacional. Segundo a OMS, foram registados mais de 500 casos confirmados, incluindo dezenas de mortes. Apesar destas preocupações, os responsáveis do futebol congolês insistem que nenhum dos jogadores convocados para a seleção nacional reside no país.
Os Léopards, que deveriam realizar um treino em Kinshasa, acabaram por cancelar essa deslocação "para tentar cumprir tudo o que foi recomendado em termos sanitários", declarou à AFP Didier Budimbu Ntubuanga, o ministro dos desportos da RDC.
Acrescentou ainda estar "confiante" de que a seleção não enfrentará qualquer problema administrativo à chegada aos Estados Unidos, sublinhando que os membros da equipa técnica que vivem em Kinshasa"já receberam o seu visto".
A RD Congo, que garantiu a qualificação ao vencer a Jamaica no play-off, fará a sua estreia no Mundial-2026 frente ao Portugal a 17 de junho em Houston, antes de defrontar a Colômbia e depois o Uzbequistão.
A sua última participação no Mundial remonta a 1974, quando o país se chamava Zaíre.
