Mundial-2026: Selecionador norueguês aponta a "hipocrisia" generalizada na competição

Staale Solbakken, selecionador da Noruega
Staale Solbakken, selecionador da NoruegaJOHN THYS / AFP

O selecionador norueguês, Staale Solbakken apontou, esta quinta-feira, uma "hipocrisia" generalizada em torno do contexto político do Mundial-2026 nos Estados Unidos, após os problemas enfrentados por um jogador iraquiano à chegada ao país.

Durante uma conferência de imprensa em Greensboro (Carolina do Norte), onde a Noruega instalou o seu campo-base, Solbakken foi questionado sobre o caso de Aymen Hussein, avançado estrela do Iraque, primeiro adversário da Noruega, que também irá defrontar a França.

De acordo com o canal CBS, o jogador foi retido durante sete horas por agentes das alfândegas e da polícia de fronteira norte-americana no aeroporto de Chicago, na noite de sexta-feira, à chegada com a seleção iraquiana.

"Estamos todos de acordo que isto é desnecessário, que muita coisa poderia ter sido feita de outra forma, mas todos somos hipócritas", respondeu o antigo treinador do Copenhaga.

"Mas um Mundial está a ser organizado aqui e estamos aqui para jogar futebol", acrescentou.

Questionado novamente sobre o que queria dizer com "muita coisa" que poderia ter sido diferente, respondeu: "Tudo, desde o facto de o país anfitrião estar em guerra com outra nação (o Irão) até às dificuldades como aquela de que acabámos de falar".

A disputar o seu primeiro Mundial desde 1998, a Noruega vai defrontar o Iraque a 16 de junho, depois o Senegal, a 22, e a França, a 26.