Mundial-2026: Os maiores choques e as maiores surpresas na história da competição

Hans Peter Briegel, da Alemanha, em ação frente à Argélia no Mundial-1982
Hans Peter Briegel, da Alemanha, em ação frente à Argélia no Mundial-1982INTERFOTO / History, INTERFOTO / Alamy / Profimedia

Ao longo de quase cem anos, o Mundial da FIFA cresceu em popularidade, em parte devido à sua capacidade de proporcionar resultados inesperados com regularidade. O Flashscore foi consultar os livros de história para descobrir os choques mais famosos do torneio.

10) Argentina 1-2 Arábia Saudita, fase de grupos, Catar 2022

O caminho para a vitória da Argentina no Mundial-2022 começou de forma atribulada, quando a Arábia Saudita surpreendeu a equipa sul-americana no seu primeiro jogo do torneio.

Lionel Messi marcou de penálti aos 10 minutos e o jogo decorria como muitos esperavam, até que os sauditas deram a volta ao marcador: Saleh Al-Shehri empatou aos 48 minutos. Cinco minutos depois, o jogo mudou definitivamente quando Salem Al-Dawsari rematou em arco, batendo o guarda-redes Emiliano Martínez.

9) Espanha 2-3 Nigéria, fase de grupos, França 1998

A Nigéria protagonizou uma das maiores surpresas da história do futebol ao derrotar a favorita Espanha por 2-3 no seu jogo de estreia na fase de grupos do Mundial-1998.

O encontro foi um autêntico thriller, com alternância no marcador: a Espanha esteve por duas vezes em vantagem, mas a Nigéria respondeu sempre. Sunday Oliseh marcou o golo da vitória com um potente e imparável remate de meia distância, a cerca de 30 metros, que entrou junto ao poste, sem hipótese para o mergulho de Andoni Zubizarreta.

8) Alemanha de Leste 1-0 Alemanha Ocidental, fase de grupos, Alemanha 1974

A seleção da Alemanha Ocidental contava com estrelas mundiais como Franz Beckenbauer e Gerd Muller, já consagrados no futebol mundial. Por outro lado, os jogadores da Alemanha de Leste eram oficialmente "amadores" e tinham empregos fora do futebol.

Aos 77 minutos, Jurgen Sparwasser recebeu um passe longo, ultrapassou os defesas da Alemanha Ocidental Berti Vogts e Sepp Maier, e marcou o único golo do encontro.

Foi a única vez que as duas nações se defrontaram oficialmente num relvado de futebol.

7) Itália 0-1 Costa Rica, fase de grupos, Brasil 2014

Apesar de ser a única equipa do grupo que nunca tinha sido campeã do mundo, a Costa Rica chegou ao Brasil 2014 cheia de confiança, depois de uma campanha de qualificação impressionante, em que terminou em segundo lugar na ronda final.

Os italianos subestimaram claramente o adversário e acabaram surpreendidos quando Bryan Ruiz cabeceou para golo após um cruzamento de Junior Diaz, com a bola a bater na trave antes de entrar. O golo foi oficialmente validado graças à tecnologia da linha de golo.

6) França 0-1 Senegal, fase de grupos, Coreia do Sul / Japão 2002

Chegando ao torneio como campeã mundial e europeia em título, a França era amplamente favorita frente ao Senegal, que se estreava na competição.

A estrela francesa Zinedine Zidane falhou o jogo devido a uma lesão na coxa, sofrida num jogo de preparação, o que enfraqueceu bastante o ataque francês. Papa Bouba Diop marcou o único golo aos 30 minutos, empurrando a bola para o fundo da baliza após um cruzamento rasteiro de El Hadji Diouf.

5) Inglaterra 0-1 EUA, Brasil 1950

A Inglaterra fez a sua estreia absoluta no Mundial e chegou como grande favorita a vencer o torneio, enquanto os norte-americanos apresentaram uma equipa formada à pressa, composta por jogadores amadores e semi-profissionais.

Os EUA tinham perdido os seus sete jogos internacionais anteriores, mas apesar de os ingleses terem passado cerca de 85% do tempo no meio-campo adversário, a equipa orientada por Bill Jeffrey marcou o famoso golo da vitória aos 38 minutos, quando o avançado Joe Gaetjens desviou um remate de Walter Bahr para o fundo das redes.

4) Coreia do Sul 2-1 Itália, oitavos de final, Coreia do Sul / Japão 2002

O jogo foi arbitrado por Byron Moreno, do Equador, cujas decisões polémicas deram origem a acusações de corrupção.

Francesco Totti viu o segundo cartão amarelo por simulação na grande área durante o prolongamento, embora as repetições mostrassem que tinha sido derrubado. Damiano Tommasi marcou aquele que teria sido o golo de ouro para a Itália, mas o lance foi mal anulado por fora de jogo.

Ahn Jung-hwan marcou o golo de ouro de cabeça aos 117 minutos, eliminando a Itália.

3) Brasil 1-2 Noruega, fase de grupos, França 1998

O Brasil já tinha garantido o apuramento para os oitavos de final como vencedor do grupo, depois de vencer a Escócia e Marrocos, enquanto a Noruega precisava de vencer os favoritos para ultrapassar Marrocos e terminar em segundo no Grupo A.

Durante grande parte do jogo, o Brasil dominou a posse de bola, mas a Noruega, orientada por Egil Olsen, manteve-se organizada e física. O jogo ganhou emoção nos últimos 12 minutos: Tore Andre Flo empatou após o golo inaugural de Bebeto, antes de Kjetil Rekdal converter com frieza uma grande penalidade aos 89 minutos. 

2) Alemanha Ocidental 1-2 Argélia, fase de grupos, Espanha 1982

Os alemães, que já tinham empatado com a Tunísia no Mundial da Argentina em 1978, decidiram menosprezar a Argélia no jogo de Gijón, com o treinador Jupp Derwall a afirmar antes do encontro: “Se não vencermos a Argélia, apanhamos o próximo comboio para casa.”

A estrela argelina Rabah Madjer inaugurou o marcador ao aproveitar uma recarga aos 54 minutos. O capitão da Alemanha Ocidental, Karl-Heinz Rummenigge, empatou aos 67 minutos, mas logo a seguir Salah Assad cruzou para Lakhdar Belloumi, que só teve de encostar para garantir a histórica vitória por 1-2.

1) Argentina 0-1 Camarões, fase de grupos, Itália 1990

No dia 8 de junho de 1990, os Camarões protagonizaram uma das maiores surpresas da história do futebol ao derrotar a campeã mundial em título, Argentina, por 0-1, no jogo de abertura do Mundial de 1990.

O plano tático dos Camarões assentou numa abordagem agressiva e muito física para neutralizar o capitão argentino, Diego Maradona, e o árbitro Michel Vautrot teve dificuldades em manter o controlo do jogo.

O golo da vitória surgiu quando o guarda-redes da Argentina, Nery Pumpido, deixou escapar um cabeceamento de Francois Omam-Biyik, permitindo que a bola entrasse na baliza.