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O jogo, que terá lugar no sábado no estádio Kyle Field, no Texas, é o primeiro de dois particulares que a seleção de Lionel Scaloni tem agendados antes de se estrear no Mundial da América do Norte, a 16 de junho, frente à Argélia em Kansas City.
O departamento médico da Argentina ofusca qualquer análise tática, começando pela estrela Lionel Messi, que sofreu uma sobrecarga no isquiotibial esquerdo no último jogo pelo Inter Miami e não vai jogar frente às Honduras. O astro, que vai disputar o seu sexto Mundial aos 38 anos, pode também falhar o segundo amigável frente à Islândia a 9 de junho, embora preveja estar disponível para a estreia no Mundial.
Scaloni acalmou os ânimos numa entrevista ao canal DSports na semana passada, ao garantir que as notícias sobre a situação do seu capitão não eram "assim tão más".
"A todos nós teria agradado que chegasse sem qualquer tipo de problema. Mas não está a ser assim, a maioria dos jogadores que tiveram problemas ainda não está totalmente recuperada", afirmou Scaloni.
A ausência de Messi frente às Honduras abre uma vaga no ataque para Giuliano Simeone ou Thiago Almada. Mas, como adiantou o treinador, o 10 não é o único jogador que chega em cima do limite.
Emiliano "Dibu" Martínez sofreu uma fratura no dedo anelar da mão direita durante o aquecimento da final da Liga Europa, que o seu Aston Villa venceu por 3-0 ao Friburgo. A equipa médica decidiu poupá-lo em ambos os particulares, embora Martínez deva estar disponível para a estreia frente à Argélia.
Na defesa, os laterais direitos Nahuel Molina e Gonzalo Montiel recuperam de lesões musculares, e a equipa técnica chamou Agustín Giay e Nicolás Capaldo para os substituir nos particulares. O central Cristian Romero já treina com o grupo após a entorse no joelho sofrida em abril, embora chegue sem ritmo competitivo: Scaloni terá de decidir se lhe dá minutos ou se espera mais uns dias.
Um caso a acompanhar de perto é o de Nicolás Paz, que treina à parte devido a uma forte pancada no joelho. Está fora do jogo frente às Honduras e deverá chegar muito em cima para a estreia no Mundial.
Leandro Paredes e Julián Álvarez também chegaram à concentração argentina em Kansas com queixas físicas. Apesar de estarem a evoluir positivamente, está em dúvida se vão somar minutos nos jogos de preparação.
"Não vamos arriscar nenhum jogador nos amigáveis, vamos fazer uma mistura", avisou Scaloni. O verdadeiro objetivo começa dentro de 10 dias.
Scaloni manteve a base da equipa campeã no Catar para este Mundial: 17 dos 26 convocados ergueram o troféu em Lusail.
"Felizmente, nós temos uma base de muitos jogadores, diria cerca de 60 ou 70%, que são sempre os mesmos" do ciclo, valorizou Scaloni.
Por isso, se se dissiparem as dúvidas quanto ao estado físico, não se perspetivam grandes alterações na constituição da equipa, que poderá ser semelhante à da final frente à França em 2022.
Scaloni procurou retirar o rótulo de "favorita" à Argentina e afirmou que a atual campeã do mundo está entre "as 10 ou 12" equipas que "vão lutar e tentar chegar à final" do Mundial da América do Norte 2026.
