Substituir os funcionários do estádio, que trabalham maioritariamente na área da restauração, dificilmente será possível a curto prazo, pois todas as pessoas acreditadas para o Mundial-2026 ainda têm de passar por uma verificação de segurança das autoridades locais.
Na semana passada, as negociações com o operador do estádio, Legends Global, foram interrompidas sem acordo, depois de o contrato coletivo existente ter expirado. Um dos principais pontos de discórdia: o sindicato exigiu da FIFA e do operador do estádio a garantia de que nenhum agente do serviço de imigração dos EUA (ICE) possa entrar nas instalações.
O copresidente do sindicato, Kurt Petersen, afirmou ao The Athletic que a Legends Global "não leva suficientemente a sério as preocupações e exigências".
Escolha entre o emprego e a liberdade
Num comunicado divulgado na sexta-feira à noite, o sindicato declarou: "Os trabalhadores devem ter o direito de parar de trabalhar se agentes do serviço de imigração dos EUA entrarem no estádio e isso gerar um receio fundamentado pela sua segurança – nenhum trabalhador deveria ter de escolher entre o seu emprego e a sua liberdade."
No enorme SoFi Stadium, perto do aeroporto internacional de Los Angeles, a equipa dos EUA disputa a 13 de junho (02:00) o seu primeiro jogo do grupo contra o Paraguai. Além disso, na casa das equipas de futebol americano Rams e Chargers, realizam-se mais quatro jogos da fase de grupos, um jogo da primeira ronda a eliminar e um dos quartos de final.
