Kylian Mbappé apresenta-se no seu terceiro Mundial com a França como protagonista absoluto e com uma responsabilidade acrescida: a de capitão. Depois do triunfo em 2018 e da desilusão nos penáltis em 2022, o avançado do Real Madrid lidera uma seleção ainda entre as grandes favoritas à conquista do troféu.
Na véspera do torneio, o craque francês partilhou ambições e convicções numa dupla entrevista à Sportweek e à Sorare, sublinhando o valor dos Bleus e a necessidade de evitar ilusões fáceis.
"Para mim é um orgulho poder vestir a camisola da França e ser o capitão da equipa. Partimos com grandes esperanças, sabendo que as pessoas esperam muito de nós, mas não podemos cometer o erro de pensar que já vencemos o Mundial antes de entrar em campo, porque sabemos que todos querem regressar a casa com a Taça".
"Lamento imenso pela Itália"
Mbappé alargou depois o olhar ao novo formato do Mundial com 48 equipas, considerando-o uma oportunidade importante para muitas seleções, e não escondeu um pensamento para a Itália, excluída da competição mas por ele vista como uma referência central do futebol internacional.
"Mundial com 48 equipas? É uma oportunidade para muitos países que não conseguiriam qualificar-se se ainda fossem 32. É uma possibilidade incrível para muitas seleções. Lamento imenso pela Itália, à qual tenho muito carinho. Joguei com grandes jogadores italianos, Verratti, Donnarumma, Buffon, tenho muitos amigos e, quando posso, passo férias no vosso país: sinto-me muito bem aí. É mesmo uma pena, porque a Itália é um grande país de futebol".
No plano pessoal, o avançado reiterou que não está obcecado com recordes individuais, preferindo focar-se no contributo para a equipa e no objetivo coletivo, que continua a ser a conquista do título mundial.
"Eu não penso nos números, mas sim no que posso dar a esta equipa, como posso ajudar o grupo e contribuir para regressar a casa com um título. Recorde de golos? Não penso nisso, porque para mim é algo surreal. Sei que as pessoas falam disso, mas não ligo. Para mim, o Mundial é o torneio das estrelas, e pensar que aos 27 anos posso ambicionar ser o melhor marcador da história da competição é surreal, repito. E é algo que vejo ainda muito distante. Só penso em como posso ajudar a minha equipa".
Por fim, houve ainda espaço para o eterno confronto entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo: "Messi é puro talento e Ronaldo só trabalho árduo? Diz-me que o Cristiano não tem talento ou que o Messi não é um trabalhador incansável. Só quem nunca jogou pode dizer uma coisa dessas. É muito simples".
