Mundial-2026: Tubarões Azuis famosos em terra querem proteger os que estão no mar

Cabo Verde celebra empate histórico frente a Espanha
Cabo Verde celebra empate histórico frente a EspanhaREUTERS/Claudia Greco

Os “Tubarões Azuis” ganharam notoriedade global com a estreia de Cabo Verde em mundiais, mas, além do futebol, participam numa iniciativa de proteção da espécie que lhes dá nome e que enfrenta várias ameaças no mar.

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“Cabo Verde é casa de muitas espécies de tubarão e raia”, mas estão sob ameaça devido a vários fatores, como “poluição, aquecimento do mar e pesca ilegal”, refere o herói do jogo com Espanha, o guarda-redes Vozinha, no vídeo da campanha “Tubarões Azuis no Campo e no Mar”.

A iniciativa que circula no Facebook junta a seleção, organizações ambientais do país e José Maria Neves, Presidente da República, enquanto Patrono da Aliança da Década dos Oceanos da UNESCO.

A mensagem de Vozinha é um apelo em defesa dos oceanos.

“Gostava de consciencializar todas as pessoas para protegerem a biodiversidade, porque o nosso mar é a nossa maior riqueza: devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para proteger as espécies em vias de extinção”, refere o guardião cabo-verdiano.

Vozinha refere um princípio simples: “Mar é vida. Se ajudarmos o tubarão, o tubarão ajuda o mar e o mar ajuda-nos a nós”.

Ryan Mendes, Diney Borges e Jovane Cabral são outros jogadores que participam no vídeo e que apelam à proteção do tubarão, dizendo que com ele partilham a “força” e o espírito de “resiliência”.

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Filmada em várias ilhas, a campanha partilhada na página do Patrono da Aliança da Década dos Oceanos (da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) passa pelo Recife da Parda, na ilha do Sal.

A zona é um berçário de tubarões, explica Tracy, uma das técnicas de conservação que se dedica à espécie, indicando que “protege-la é contribuir para o equilíbrio do oceano”.

Osvaldo e Natal, dois pescadores, são também “guardiões do mar” que colaboram com as ONG sempre que detetam poluição ou pesca ilegal, porque “é preciso proteger agora, para deixar alguma coisa mais para a frente”, tal como eles receberam dos seus pais.

A iniciativa apresenta-se como “um convite para proteger a vida marinha e celebrar a força de Cabo Verde, dentro e fora do campo”.

“Quando o desporto e a conservação caminham juntos, o impacto é ainda maior”, conclui.

O Instituto do Mar de Cabo Verde publicou na última semana um resumo sobre o tubarão-azul (Prionace glauca), “uma das espécies com maior distribuição no planeta, conhecido pelas suas longas migrações, predador essencial para a saúde dos oceanos com um papel importante na dinâmica dos ecossistemas marinhos”.

As águas de Cabo Verde integram as suas rotas migratórias, tornando o arquipélago “relevante para o estudo e conservação desta espécie”, concluiu.

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