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Mundial-2026: Tuchel admite que quis comer a relva após a vitória de Inglaterra frente ao México

O selecionador de Inglaterra, Thomas Tuchel, na bancada de Stamford Bridge
O selecionador de Inglaterra, Thomas Tuchel, na bancada de Stamford BridgeReuters/John Sibley

Thomas Tuchel fez a surpreendente confissão de que se arrepende de não ter comido relva no Estádio Azteca depois da vitória de Inglaterra frente ao México no Mundial-2026.

A equipa de Tuchel venceu por 3-2 os coanfitriões do Mundial na Cidade do México, apesar de ter jogado com 10 jogadores após a expulsão de Jarell Quansah num dramático duelo dos oitavos de final em julho.

A exibição desafiante de Inglaterra num ambiente ensurdecedor no Azteca foi o ponto alto de uma campanha no Mundial que terminou com a frustração da derrota nas meias-finais frente à Argentina.

Tuchel afirmou que vencer a México com uma exibição defensiva heroica criou um laço entre ele e os jogadores. O alemão estava tão feliz com a experiência que chegou a ponderar morder a relva do Azteca.

"Escrevi a um amigo depois do jogo e simplesmente disse-lhe: arrependo-me de não ter comido um pouco de relva após o jogo para levar comigo algo disto no meu corpo para sempre. Era essa a sensação. Esse foi o momento", afirmou.

Tuchel sentiu que o espírito do grupo de Inglaterra ficou evidente após o jogo contra o México, quando o médio Jordan Henderson caiu mal ao saltar um placar publicitária durante a celebração e partiu o braço.

"Esse jogo teve tudo o que se pode desejar. Se precisavas de alguma prova do que isto significava para estes jogadores e de como estavam unidos, foi o momento em que o Jordan caiu e partiu o braço. Em questão de segundos, todos os jogadores estavam lá. Cada um deles parou a celebração, formaram um escudo, protegeram o Jordan: ninguém se mexeu, mostrando total empatia. Foi algo verdadeiramente especial", comentou Tuchel ao antigo avançado inglês Daniel Sturridge numa entrevista para a Federação Inglesa.

Tuchel espera transportar esse espírito para a fase de qualificação para o Euro-2028, um torneio que também será coorganizado por Inglaterra.

"Criou-se um enorme laço com estes jogadores. Sinto que agora são os meus jogadores. Essa é a beleza disto tudo. Tens sucessos e momentos dolorosos em conjunto, mas passas tanto tempo com eles que se cria um laço natural. Por isso, fico feliz por vê-los. Gosto de desafiá-los, motivá-los, e tenho muito orgulho em fazer parte disto", afirmou.

Inglaterra regressará à competição no final deste mês, quando receber a campeã do mundo Espanha na Liga das Nações da UEFA.

Viajará também até à Croácia e defrontará a República Checa em casa e fora durante a próxima pausa internacional.

Tuchel, que anunciará a sua convocatória na sexta-feira, acredita que Inglaterra é capaz de pôr fim, finalmente, à longa espera por um título desde o Mundial de 1966.

"Estou muito entusiasmado. Acho que demos mais um passo em frente e penso que já estamos lá. É muito difícil preparar uma equipa para um Mundial nos Estados Unidos, mas acredito que é possível preparar para um Europeu e estamos a fazê-lo na Liga das Nações, no escalão principal", garantiu.