Mundial-2026: Zion Suzuki, o herdeiro japonês de Buffon que sonha ser campeão com o Japão

Zion Suzuki tem grandes objetivos com o Japão
Zion Suzuki tem grandes objetivos com o JapãoMCGUELBER / ODYSSEY IMAGES VIA AFP

Cresceu no Japão, fez carreira em Itália e agora está no país natal, os Estados Unidos, no Mundial. É lá que Zion Suzuki está atualmente a desesperar os seus adversários. Se depender do guarda-redes japonês, isto é apenas o começo.

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Quando Zion Suzuki recorda a sua infância, os seus olhos brilham. "A minha memória mais antiga é estar sempre a parar a bola, vezes sem conta", conta o jovem de 23 anos com um sorriso maroto no rosto, "e que, de alguma forma, isso divertia-me". Isso mantém-se até hoje – seja como "herdeiro japonês" da lenda italiana das balizas Gianluigi Buffon em Parma ou como pilar dos Samurai Azuis no Mundial.

No torneio nos Estados Unidos, México e Canadá, o jovem guarda-redes está atualmente a deixar os seus adversários à beira do desespero. O facto de Japão ter avançado invicto para os oitavos de final num grupo com os Países Baixos (2-2), Tunísia (0-4) e Suécia (1-1) deve-se em grande parte a ele. Nos oitavos de final, espera-o um enorme desafio frente ao Brasil de Vinicius Junior, na segunda-feira (18:00 de Lisboa).

Nos passos de Gigi Buffon

Mas Suzuki está habituado a estes cenários. Filho de um ganês e de uma japonesa, nasceu em Newark, Nova Jérsia, mas deu os primeiros passos no futebol no país da mãe. Depois de uma passagem pelo clube belga Sint-Truiden, arriscou a ida para a Serie A italiana, para o Parma – onde o grande "Gigi" Buffon iniciou e terminou a sua carreira mundial em 2023.

Assumir o lugar do campeão do mundo de 2006 é "algo de enorme", escreveu o jornal espanhol AS aquando da sua transferência em 2024, referindo-se ao "herdeiro japonês de Buffon". No entanto, o jovem conquistou o lugar de titular e já é imprescindível também na seleção nacional.

Que um dia iria jogar pelo Japão e não pelo país onde nasceu ou pela terra do pai, Suzuki percebeu cedo. O seu lado japonês é mais forte, respondeu uma vez quando lhe perguntaram se era um cidadão do mundo. Foi lá que cresceu, é lá que joga futebol. E exige sempre o máximo de si próprio.

Grandes objetivos 

"Quero tornar-me um dos melhores guarda-redes do mundo", até vencedor da Liga dos Campeões, disse ao Guardian. Talvez, admitiu, isso "pareça irrealista, como algo saído de um anime". Nos desenhos animados e séries japonesas, a imaginação não tem limites. Quem sabe se o seu caminho ambicioso não o levará ao trono do Mundial mais cedo do que se pensa?

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A final disputa-se a 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jérsia – a poucos quilómetros do local onde a história de Suzuki começou há pouco mais de 23 anos.