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O Brasil garantiu o primeiro lugar no seu grupo e avançou para os 16 avos de final do Mundial-2026 após a vitória de 0-3 sobre a Escócia, na madrugada desta quinta-feira.
Danilo, no seu terceiro Mundal, consolida-se cada vez mais como peça central no projeto de Carlo Ancelotti: protagonista em campo com exibições de alto nível e líder fora das quatro linhas, graças à sua experiência e à capacidade de conduzir o grupo.
Danilo, que já viu e viveu de tudo, que conhece os tempos e ritmos de uma competição que não perdoa distrações, está a ensinar aos mais jovens como encarar o auge do futebol mundial.
A sua ascensão no balneário da seleção brasileira foi gradual, mas inevitável, construída ao longo de anos de carreira internacional e de uma personalidade que nunca procurou os holofotes, mas que, quando esteve sob eles, soube brilhar com a mesma intensidade com que corre pela lateral.

A confiança de Ancelotti
O experiente defesa do Flamengo já havia sido apontado pelo técnico Carlo Ancelotti como um dos nomes certos na convocatória brasileira, meses antes do início do torneio, confirmando o peso que conquistou dentro do grupo verde e amarelo, graças à sua experiência internacional e às suas qualidades de liderança. Na véspera da competição, muitos imaginavam para Danilo um papel principalmente de liderança e referência para os companheiros mais jovens.
No entanto, o camisola 13 da seleção brasileira está a destacar-se também dentro de campo: depois de entrar durante a partida de estreia, foi titular nas duas partidas seguintes, entregando exibições sólidas e convincentes que ajudaram o Brasil a avançar para os 16 avos de final.
Os números registados pela plataforma oficial da FIFA também comprovam o desempenho do lateral-direito. Contra a Escócia, Danilo acertou 96% dos passes (66 de 69), sendo ainda o jogador mais rápido do Brasil, atingindo 34,2 km/h. Na mesma partida, ficou em segundo lugar na equipa em metros percorridos acima de 25 km/h (354,3 m) e em número de sprints acima de 20 km/h (43).
Líder dentro e fora de campo
Mesmo com a sua liderança no balneário a ser inquestionável, é evidente que, num torneio longo e difícil, um jogador tão confiável torna-se indispensável também dentro das quatro linhas. Nesse sentido, o lateral do Flamengo representa o equilíbrio perfeito entre experiência e desempenho, entre palavra e ação, mostrando que a idade nunca é um limite quando cabeça e pernas estão em sintonia. Se em campo o ex-Juventus contribui com experiência, personalidade e desempenho, fora de campo continua a ser uma das vozes mais respeitadas do plantel brasileiro.
As declarações após a vitória sobre a Escócia mostram a mentalidade com que a seleção brasileira está a encarar o Mundial. "Estou feliz por ter ajudado a equipa e os meus companheiros. Acho que essa é a minha melhor característica: valorizar os meus companheiros e melhorar a equipa", disse Danilo à Sportv.
A sensação é que, sem um líder silencioso, mas presente como ele, a seleção brasileira perderia não só um defesa, mas o coração pulsante de um grupo que está a aprender a vencer em conjunto. E quem sabe se este Mundial não será o palco perfeito para a última grande dança de um veterano que ainda tem muito a ensinar e a oferecer.
