Presença recorde de África no Mundial é motivo de orgulho, diz a União Africana

Mo Salah em ação pelo Egito
Mo Salah em ação pelo EgitoWILLIAM VOLCOV / BRAZIL PHOTO PRESS / BRAZIL PHOTO PRESS VIA AFP

A União Africana (UA) saudou esta quinta-feira a participação recorde de 10 equipas africanas no Mundial, incluindo a de Cabo Verde, como "um momento de orgulho" e de união para o continente que demonstra o auge do futebol africano.

"Este nível recorde de participação africana reflete o contínuo auge do futebol africano e o talento, a força e a determinação dos seus jogadores", assinalou num comunicado publicado quarta-feira à noite, o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf.

Os países africanos representados neste Mundial, que começa esta quinta-feira, são a Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, República Democrática do Congo (RD Congo), Gana, Marrocos, Senegal, Egito, África do Sul e Tunísia.

"É um momento de orgulho para o continente que une os africanos de todas as regiões numa esperança e numa celebração comuns", acrescentou a instituição, sublinhando que "a força de África no futebol encarna a força dos seus jovens".

Youssouf descreveu o Mundial como "uma celebração global única que une as nações e os povos através do amor partilhado" pelo futebol, considerando que "o Mundial é onde o mundo se encontra em paz através do desporto".

"A União Africana felicita os jogadores, treinadores, árbitros e adeptos, cuja dedicação tornou este momento possível, e incentiva todas as equipas a competir com excelência, disciplina, integridade e respeito pelo fair play", concluiu a organização pan-africana.

A UA divulgou esta mensagem alguns dias depois de as autoridades de imigração dos Estados Unidos terem recusado a entrada no país a Omar Abdulkadir Artan, que se tornaria o primeiro somali a arbitrar um jogo na história do Campeonato do Mundo.

Um porta-voz do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos indicou que o árbitro foi considerado "inadmissível" devido a problemas detetados durante o processo de verificação de antecedentes e, mais tarde, um funcionário da administração norte-americana atribuiu, sob anonimato, essa decisão a informações que o ligavam a supostos membros de organizações terroristas.

As autoridades somalis afirmaram que Artan possuía um visto norte-americano válido, mas a Somália figura entre os países sujeitos a restrições migratórias impostas pelo Governo do presidente Donald Trump por motivos de segurança nacional.

O Mundial decorrerá até 19 de julho em estádios dos Estados Unidos, México e Canadá e tem início hoje com o jogo inaugural entre o México e a África do Sul no Estádio Azteca, no âmbito do Grupo A.