Mundial-2026: O último de Messi e Cristiano, o primeiro de Lamine

Cartazes do Mundial na Índia com Cristiano e Messi
Cartazes do Mundial na Índia com Cristiano e MessiSIVARAM VENKITASUBRAMANIAN / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Arranca o inovador Mundial-2026, o mais longo da história, o primeiro a ser organizado por três países diferentes. E no qual se encenará uma passagem de testemunho histórica na constelação de estrelas. Enquanto Cristiano Ronaldo e Leo Messi disputam o último, Lamine Yamal jogará o primeiro de muitos. Também se despedirão outras lendas, enquanto jogadores como Haaland se estreiam.

Acompanhe o Mundial-2026 no Flashscore

Cristiano Ronaldo e Leo Messi, os nomes que dominaram o Olimpo do futebol nas últimas décadas, confirmarão a sua grande despedida do futebol de seleções. O seu sexto Mundial, aquele que os tornará nos futebolistas com mais participações de sempre (a par de Memo Ochoa), será o seu último adeus. Depois de terem deixado o palco do futebol europeu e da Champions, era o cenário que lhes faltava abandonar para que passemos a aceitar que o futebol entra numa nova era de referências.

Um vazio histórico a preencher, mas que encontra a renovação geracional mesmo a tempo, pela mão de Lamine Yamal. A estrela do Barcelona vai disputar com Espanha o seu primeiro Mundial. Além disso, com apenas 18 anos e tendo em conta a sua qualidade e projeção, se a saúde o permitir, estará em condições de somar também várias edições ao seu palmarés.

Resta saber até onde chegará o percurso do extremo de Rocafonda, ainda sem a glória da Champions, mas que já foi líder na conquista do Europeu com Espanha há dois anos. Um legado que promete ser icónico, especialmente se o percurso no Mundial proporcionar um duelo entre Lamine e Cristiano ou Messi.

Talento garantido

Para além dessa fotografia entre os velhos roqueiros e o último grande menino prodígio, Mbappé ou Vinicius representam a ponte entre ambos os mundos. Dois 'veteranos jovens' que ainda têm história para escrever, mas que já contam com várias páginas douradas no seu percurso.

Deles espera-se também a sucessão natural no grande palco do futebol, que, no entanto, contará igualmente com outros nomes ainda mais sedentos de sucesso.

É o caso de Erling Haaland e Harry Kane, cada um a partir de um púlpito diferente. Enquanto, a nível de clubes, o norueguês estará sempre nos emblemas mais ambiciosos, a sua seleção não é das que se espera façam heroísmos. A última vez que o país nórdico disputou um Mundial, o avançado do City ainda não tinha nascido. Para ele, uma oportunidade destas é agarrar-se a uma ocasião que pode não voltar a surgir na sua carreira.

Enquanto Haaland vai disputar o seu primeiro Mundial, para Kane será o terceiro. Frente à precocidade do norueguês, a glória tardia do inglês e o seu estigma histórico de estar afastado dos títulos. O avançado do Bayern não tem envelhecido, mas sim aprimorado cada vez mais os seus impressionantes números. Encher o seu palmarés é o que o move com uma Inglaterra que volta a colocá-lo em posição de lutar por um troféu de que muito poucos se podem orgulhar.

Nomes na boca de todos, nomes novos

A partir daqui, um duplo clássico do Mundial: olhar para os talentos mais aguardados e contar que alguns podem surpreender e dar nas vistas no planeta futebol pela porta grande. Os Luka Modric, Mo Salah, Kevin de Bruyne ou Kimmich, além de estarem também na sua última participação no grande torneio de seleções, vão concentrar muitas atenções.

No entanto, outros jovens estão prestes a arrombar a porta. Os Gilberto Mora, Yan Diomandé, Johan Manzambi ou Jeremy Arévalo querem sair da casca no momento certo. Junto deles, outros com o cartão de cidadão mais recente mas já consolidados no panorama futebolístico, como João Neves, Désiré Doué, Pau Cubarsí ou Endrick.

Lê o artigo no BeSoccer