A manifestação foi convocada por um grupo dissidente do sindicato da educação, a CNTE, que ameaçou com mobilizações massivas durante a inauguração do Mundial de futebol dentro de nove dias.
As estátuas de cinco metros de altura decoravam o Paseo de la Reforma e representavam futebolistas dos países participantes.
Com cordas, os manifestantes puxaram as estruturas até as derrubarem, retiraram-lhes as camisolas e incendiaram-nas.
"A CNTE vive", escreveram em graffiti vermelho sobre o manequim despido. "Se não houver solução, a bola não rolará", lê-se noutra inscrição.
Uma marcha da CNTE foi dispersada na véspera com gás lacrimogéneo perto da central Praça do Zócalo, onde estará um 'fan fest' do Mundial. A Polícia manteve até terça-feira um bloqueio dos acessos com barreiras metálicas, constatou a AFP.
A CNTE exige salários mais altos e a revogação de uma lei das pensões. Rejeita um aumento salarial de 9% acordado pela direção oficial do sindicato com o Governo.
"Devemos ser coerentes"
Os manifestantes derrubaram estátuas da Bélgica, França e Espanha. Uma com a camisola verde do México ficou de pé. A presidente, Claudia Sheinbaum, apelou ao protesto pacífico. O seu Governo emitiu um comunicado apelando ao regresso à mesa de diálogo.
"Se (Sheinbaum) chama crime a deitar abaixo umas estátuas, como chamará a tirar-nos os direitos; devemos ser coerentes", afirmou Juan Pablo de la Cruz, professor de 44 anos com duas décadas de experiência.
Os manifestantes fecharam faixas da Reforma e causaram caos no já caótico trânsito da capital.
