A França é a favorita do Grupo I, no qual vai defrontar Senegal, Iraque e Noruega. A estreia é contra os africanos, em 16 de junho, na vingança do duelo que chocou o mundo na abertura do Mundial-2002.
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Para conhecer os Bleus a fundo, o Flashscore conversou com Cláudio Caçapa. O ex-defesa foi hexacampeão francês com o Lyon e voltou ao clube como adjunto, cargo que ocupou por oito anos.
Nesse último período, Caçapa trabalhou com vários franceses convocados para o Mundial-2026. Entre eles estão Rayan Cherki, do Manchester City; Bradley Barcola, do PSG; e Malo Gusto, do Chelsea.
"O Didier Deschamps já está à frente da equipa há muito tempo, conhece muito bem os jogadores e as características deles. E a França vem forte para este Mundial mais uma vez", resume Caçapa.

Estilo de jogo da França
O último Mundial de Deschamps no comando será o primeiro sem Antoine Griezmann. Mesmo com a ausência da figura central do 4-2-3-1, o esquema deve ser mantido para 2026. Mas com variações para o 4-3-3 ou até o 4-2-4, pois os quatro jogadores da frente movimentam-se com liberdade.
Michael Olise é o substituto de Griezmann como médio ofensivo, embora não se desdobre na defesa como o ex-camisola 7. O craque do Bayern de Munique tem vaga quase certa ao lado de Dembélé e Mbappé. Para o quarto homem da frente, sobram opções: Doué, Cherki, Barcola, Marcus Thuram...

"É uma equipe forte, vertical, que tem as suas grandes jogadas nas transições. Até porque são jogadores de transições defensivas e ofensivas muito rápidas. De pernas rápidas, como nós dizemos no futebol. Isso facilita muito o jogo deles", explica Cláudio Caçapa.
As estrelas estão no ataque, mas a França também tem uma defesa forte. O guarda-redes Maignan e os defesas Saliba e Upamecano são capazes de proteger a área com o bloco baixo. Com essa combinação de solidez e velocidade, a aposta de Deschamps é numa equipa que não domina, mas castiga no contra-ataque.
Protagonismo dividido
A abundância de craques faz da França uma seleção de vários destaques e não só um. Kylian Mbappé é o retrato da geração, mas Cláudio Caçapa vê outras peças com o mesmo protagonismo.
"É difícil falar numa estrela quando há um conjunto de jogadores fenomenais: Dembélé a viver a melhor fase; Cherki, que pode ser considerado o melhor jogador da Premier League; Olise, do Bayern. São jogadores fantásticos, e não consigo dizer um apenas. O conjunto da França é muito bom", afirma.

Barcola pode surpreender
Menos falado do que outros avançados, Barcola pode superar as expectativas na seleção francesa. Apesar da queda de rendimento no PSG, o jogador mantém a confiança de Didier Deschamps e vai para o primeiro Mundial.
"É um extremo excecional. Provou isso no ano passado, neste um pouco menos. Mas é alguém que pode ser uma grande surpresa na equipa da França. Não sei se estará entre os titulares, mas, no momento em que entrar, tem uma habilidade e uma velocidade enormes, e no um contra um é difícil de marcá-lo", garante Caçapa.

A visão do público francês
A relação do povo francês com a seleção e o Mundial é menos intensa do que no Brasil, por exemplo. Quem garante é o próprio Cláudio Caçapa, que viveu mais de uma década em Lyon.
"Eles não são tão apaixonados como nós. Nós vivemos o antes, durante e depois. Eles vivem o durante, é a hora do jogo. Vão para casa, bares ou praças assistirem, e é a festa quando a França entra em campo", relata.
"Mas eu não os colocaria no mesmo nível de entrega e participação dos brasileiros, que se preparam, pintam as ruas, o rosto, são apaixonados. Logicamente, com a equipa que tem, a França motiva muito os adeptos, mas eles poderiam fazer um pouco mais de festa antes, durante e depois", acrescenta.

Jogos da França no Mundial-2026:
• 16 de junho (terça)
20:00 - França - Senegal (MetLife Stadium, Nova York/Nova Jersey, EUA)
• 22 de junho (segunda)
22:00 - França - Iraque (Lincoln Financial Field, Filadélfia, EUA)
• 26 de junho (sexta)
20:00 - Noruega x França (Gillette Stadium, Boston, EUA)
