Renato Veiga lembra conquista da Liga das Nações: "Fico sempre com pele de galinha"

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Renato Veiga na partida com o Chile
Renato Veiga na partida com o ChileMIGUEL LEMOS / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Renato Veiga fez esta segunda-feira a conferência de imprensa de antevisão ao Portugal-Nigéria, penúltimo jogo de preparação da seleção nacional para o Mundial-2026, marcado para 10 de junho, dia de Portugal, às 20:45, no Estádio Municipal de Leiria.

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Afirmação na seleção: "Veio de uma forma natural. Tento fazer o melhor todos os dias. Receberam-me muito bem desde que cheguei cá e isso facilita as coisas. São pessoas que, independentemente de serem grandes jogadores, são muito acessíveis e humildes. Isso facilita o trabalho".

Ligação com Rúben Dias: "O nosso balneário é o nosso maior trunfo. O ambiente que se vive na seleção é muito bom. São grandes seres humanos, grandes pessoas. Independentemente de quem jogue, vai dar o máximo por Portugal. Há sempre uma concorrência muito forte, Portugal é uma das melhores seleções do mundo, mas a nossa concorrência está fora, no Mundial, e quem estiver dentro vai dar o melhor por Portugal".

Exigência do Mundial após temporada longa: "Hoje em dia há cada vez mais jogos, mas preparamo-nos da melhor forma para tal. Não falta motivação para disputar um Campeonato do Mundo. Olhamos todos com ambição e a tentar fazer o melhor por Portugal, acima de tudo".

Números de Renato Veiga
Números de Renato VeigaFlashscore

Preparação tática para o Mundial: "Isso cabe ao mister. São jogos de preparação e estamos a preparar os próximos três jogos. Estes (amigáveis) servem para preparar e trabalhar conceitos".

Um ano após conquista da Liga das Nações: "Quando o Chico (assessor de imprensa da seleção) me disse que ia fazer a conferência, fiquei feliz porque faz um ano do meu primeiro troféu pela seleção. Foi muito especial e sempre que falo nisso fico com pele de galinha. Fico feliz por estar aqui a preparar o Mundial, um ano depois de um grande dia".

Crescimento no último ano: "Foi um ano em que joguei muito, era algo que procurava. Acho que jogar durante o ano é muito importante para um jogador. Foi importante para eu crescer e ter a oportunidade que não tive nos últimos dois anos, porque fiz seis meses na Juventus e seis meses no Chelsea".

Número 13: "Não digo peso. É um privilégio. Uso uma camisola muito pesada, que é a de Portugal, com um número icónico (de Eusébio). Não digo peso, mas é uma motivação extra".

Expulsão de Rafael Leão: "Acho que espelha muito o que é o nosso balneário. Temos de ter cabeça fria, sempre, mas quando um dos nossos estava num conflito, quem estava mais perto foi ajudar. Neste caso foi o Rafa. Foi proteger um colega. A nossa maior virtude é o balneário e estamos aqui para nos proteger uns anos outros".

Mudanças na carreira: "Desde a Liga 3 cresci muito. Passei por muitos sítios e isso deu-me a bagagem que tenho hoje, fez-me ser a pessoa e jogador que sou. Está longe do que eu ambiciono. Ambiciono muito alto e trabalho para tal. As experiências pelas quais já passei, fizeram de mim quem sou hoje e acho que me fez muito bem".

Favorito à conquista do Mundial: "Não há que fugir à qualidade do grupo de Portugal. Somos candidatos, favoritos acho que não. Ao longo da competição, poderei responder melhor, mas de momento somos candidatos, não favoritos".

Personalidade: "Sou uma pessoa com os valores muito claros, deve-se ao background da minha família, e com maturidade. Este ano fez-me bem para competir a alto nível, no Villarreal. Isso ajudou-me muito a estar preparado".

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Adaptabilidade após passar por cinco países: "Passar por países, culturas e campeonatos diferentes enriquece o jogador. Quanto aos adversários, são coisas diferentes. Dá-me bagagem como jogador, acima de tudo".

Posição favorita e polivalência: "A posição onde me sinto mais confortável é a central, mas estou preparado para jogar onde o mister achar que é melhor. Jogar em diferentes posições ajuda-nos a entender o jogo e acho que isso só aporta coisas boas para me enriquecer cada vez mais como jogador".