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A capital mexicana está repleta de camisolas verdes, com milhares de adeptos da casa a juntarem-se antes do duelo a eliminar, mas os adeptos da Inglaterra que acompanharam a equipa até à capital mantêm um otimismo cauteloso.
Os amigos Graham, Tony e David, de Sunderland, viajaram para Nova Iorque, Atlanta e agora para a Cidade do México para apoiar a equipa de Thomas Tuchel, determinados em ver a campanha da Inglaterra no Mundial-2026 prosseguir.

Para Sheridan, as exibições importam menos do que os resultados.
"As pessoas acham que só fizemos uma boa parte de futebol (contra a Croácia)", disse.
"Mas olho para além disso porque continuámos a vencer jogos. Há muitos motivos para estarmos otimistas. Este vai ser o jogo mais difícil, o jogo com o México. Se ultrapassarmos este obstáculo, acho que podemos chegar até ao fim", acrescentou.
Richie partilha dessa opinião, insistindo que o mais importante é mesmo avançar na competição.
"No fim do dia, o que conta são os resultados, e isso é o principal", afirmou.

Apesar de os adeptos ingleses terem sido bem recebidos desde que chegaram ao México, David espera que o ambiente mude caso os anfitriões sejam eliminados.
"As pessoas têm sido incríveis até agora", disse.
"Mas acho que o ambiente pode mudar um pouco se ganharmos. É nisso que temos de ter cuidado", acrescentou.
Steve e Debbie Stone também acompanharam a Inglaterra ao longo do Mundial, incluindo os jogos de preparação antes do torneio. Já reservaram voos para Miami caso a Inglaterra chegue aos quartos de final, mantendo ao mesmo tempo uma alternativa de regresso ao Reino Unido caso a caminhada termine no domingo.
"É entusiasmante estar aqui", disse Debbie.
"Está toda a gente mesmo entusiasmada com isto. Só não sei se vamos aguentar dentro do estádio. Acho que o estádio vai estar uma loucura", acrescentou.

O casal acompanha a Inglaterra há duas décadas e Steve acredita que este jogo será um dos maiores testes que já presenciaram.
"A pressão sobre os jogadores é enorme", afirmou.
"Seguimos a Inglaterra há 20 anos e são estes os jogos em que queremos estar presentes. Temos de jogar melhor do que temos feito porque, depois dos 60 minutos do último jogo (contra a RD Congo), pensávamos que não íamos conseguir chegar ao México. Foi um alívio termos conseguido, mas temos de melhorar", acrescentou.

As suas memórias da derrota da Inglaterra nos penáltis frente à anfitriã Portugal, após um empate 2-2, no Euro-2004, continuam bem vivas.
"A última vez que fomos a um jogo da seleção anfitriã foi Portugal em 2004, quando nos venceram", recordou.
"Depois disso foi uma loucura. Eles batiam nos tambores e nós voltávamos para o alojamento assim (em silêncio) e eles (a festejar) nas ruas. Obviamente isto vai ser uma loucura se (o México) ganhar, mas já estivemos em jogos muito bons, mas nunca num jogo do Mundial contra a seleção anfitriã", acrescentou.

Depois de assistir a jogos, tanto nos Estados Unidos como no México, durante o torneio, Stone afirmou que o contraste na cultura futebolística é impossível de ignorar.
"Ontem à noite vimos um jogo num bar (e) é tão diferente de ver um jogo nos Estados Unidos", disse.
"Lá, as pessoas até se interessam, mas não vivem o futebol. Aqui, toda a gente é completamente louca por futebol. É uma experiência fantástica. Não sei se estou assim tão otimista. Vejo que, segundo as casas de apostas, somos favoritos para vencer amanhã, mas não sei. Não tenho a certeza disso", concluiu.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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