A UEFA anunciou que iria boicotar todas as competições da FIFA depois de o presidente da FIFA, Gianni Infantino, ter revelado planos para vender parte do Mundial da FIFA através da FIFA Forward Enterprise, uma subsidiária de 20 mil milhões de dólares que venderia 20% do torneio a investidores privados.
Os 55 membros da UEFA votaram por unanimidade a favor do boicote às competições da FIFA enquanto os planos de venda estivessem em cima da mesa, e o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, afirmou que iriam manter o boicote mesmo depois de a FIFA e Infantino terem retirado os planos, alegando que as condições não tinham sido cumpridas.
"Primeiro, era necessário retirar as propostas para vender as principais competições e, em segundo lugar, tinham de ser dadas garantias de que nunca mais seriam feitas tentativas para desfigurar o desporto desta forma. Estas condições não foram cumpridas", afirmou Ceferin em comunicado.
O primeiro teste ao boicote da UEFA é o Mundial feminino sub-20 da FIFA, na Polónia, que se realiza entre 5 e 27 de setembro.
Apesar do boicote, Inglaterra, França, Portugal, Espanha e as anfitriãs Polónia anunciaram convocatórias, sendo a Inglaterra a última a fazê-lo, na sexta-feira. Nenhuma das federações mencionou o boicote nos respetivos comunicados de imprensa. Itália é a única nação europeia que ainda não anunciou a sua convocatória.
A Inglaterra joga no dia de abertura do torneio, defrontando o Canadá no sábado, 5 de setembro.
