Recorde as incidências do encontro
"Não me arrependo de nada", afirmou o técnico alemão depois de ver a sua equipa desperdiçar uma vantagem de um golo alcançada por Anthony Gordon ao minuto 55 no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
"Disputámos um dos nossos melhores jogos, talvez o melhor, dadas as circunstâncias", garantiu o técnico alemão. "A equipa esteve à altura, mas não conseguimos fechar o jogo", indicou.
"Estivemos tão perto. Mas não conseguimos manter o nível depois de marcar", reconheceu.
Após o golo inaugural de Gordon, Inglaterra foi encurralada no seu meio-campo pela Argentina sem que Tuchel encontrasse outra resposta que não fosse tentar resistir, lançando três defesas a partir do banco.
O assédio albiceleste acabou por dar frutos com os golos de Enzo Fernández ao minuto 85 e de Lautaro Martínez aos 90+2'.
"Claro que queríamos ir atrás do segundo golo, mas não senti que as alterações ofensivas fossem ajudar", afirmou. "Mantivemo-nos no nosso 4-4-2, mas fomos ficando cada vez mais passivos", apontou.
"Não alterámos nada depois do golo, mas o jogo mudou por completo", considerou.

"Aceito a crítica"
"A Argentina começou a jogar assumindo mais riscos, com mais ritmo, talvez com a sensação de que já não tinha nada a perder, o que os libertou e travou-nos a nós", explicou Tuchel na conferência de imprensa.
"E nós, de repente, jogámos com a sensação de que tínhamos muito a perder. Por isso, recuámos imediatamente para um bloco baixo (...) Foi difícil para nós. Não conseguimos ganhar nenhum duelo nem ter posse de bola", assinalou.
Mesmo antes de a albiceleste empatar, as críticas começaram a multiplicar-se perante a decisão de Tuchel de fechar a sua equipa à volta da área de Jordan Pickford.

Perante a imprensa, Tuchel respondeu com um contundente "não" à pergunta se o seu plano tinha sido errado.
"Assim que perdes, criticam-te, é assim que funciona. Criticam-te depois. Ninguém sabe o que teria acontecido se tivéssemos tomado decisões diferentes. Por isso, não faz sentido entrar por aí e perder a cabeça", argumentou.
"Sou responsável por elas, fui eu que as tomei, por isso aceito a crítica", concluiu.
"Não acredito em maldições"
Com uma das suas melhores gerações de futebolistas, Inglaterra entregou o banco ao alemão para pôr fim a 60 anos de espera desde que conquistaram o seu único título de Mundial perante o seu público.
Nessa travessia pelo deserto, os Três Leões também ficaram sempre aquém no Euro, competição em que foram finalistas nas últimas edições de 2021 e 2024.
"Não acredito em maldições nem em nada disso, nem que a história se repete nestes momentos", disse o germânico sobre se as repetidas frustrações da seleção inglesa são uma questão de mentalidade.
"É simplesmente porque há diferentes treinadores, jogadores, situações, adversários. Basicamente, acredito que é uma questão de futebol", considerou o técnico, que assumiu a seleção em outubro de 2024, sucedendo a Gareth Southgate.
No seu discurso, Tuchel elogiou tanto o nível da Argentina como a entrega da sua apaixonada massa adepta.
"O apoio foi extraordinário. Claro que parecia quase jogar fora de casa. Mas sabíamos disso e estivemos à altura", continuou o selecionador em conferência de imprensa.
"Foi um grande adversário. Tentámos eliminar os campeões do mundo, um grupo de jogadores experientes", disse o técnico antes de reconhecer o quão ingrato será disputar no sábado o jogo pelo terceiro lugar frente à França.
"Nenhum destes jogadores, nem os jogadores franceses querem jogar este jogo. Querem jogar a final (...) Mas vamos fazê-lo de forma profissional, naturalmente", afirmou. "Nada do que se possa dizer no balneário pode tirar a dor nem a desilusão", terminou Thomas.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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