Quem será eleito o melhor jogador da época? Ao contrário de outras edições, desta vez existem muito mais dúvidas sobre quem poderá ser o grande vencedor. Por vezes há dois ou três candidatos evidentes, uma situação que nada tem a ver com a atual, dada a enorme variedade de opções.
Nos anos de Mundial, o que acontece no torneio costuma ter um papel determinante, mas não é uma regra absoluta. Na verdade, Leo Messi venceu em 2010 apesar do triunfo da Roja, tal como Luka Modric conseguiu chegar à final em 2018 — além de brilhar pelo Real Madrid, naturalmente. Dois exemplos que tornam a disputa ainda mais emocionante.
Na verdade, seria difícil escolher até dentro da própria seleção espanhola: Rodri, MVP na América do Norte, viveu altos e baixos num Manchester City em dificuldades; Fabián Ruiz é o rei em termos de palmarés graças ao sucesso com o PSG, mas esteve parado vários meses e, nas últimas semanas, alternou entre o banco e a titularidade; e Lamine Yamal, decisivo num Barça derrotado na Europa e campeão da LaLiga, não conseguiu destacar-se no torneio.

Messi, Kane, Dembélé de novo?
Há também quem aposte num Messi cujas hipóteses dependeriam sobretudo de dominar em Nova Iorque ou, pelo menos, de ter superado Rodri nesse duelo pelo reconhecimento individual. O argentino, com oito golos e quatro assistências, liderou uma Albiceleste que confiou na sua estrela já veterana e que demonstrou ter poucos outros argumentos além da qualidade indiscutível do avançado do Inter Miami. O facto de jogar na MLS, naturalmente, não joga a seu favor.
Outros nomes a ter em conta são Harry Kane, que brilhou no Bayern Munique e foi fundamental para levar a Inglaterra ao pódio mundial; Ousmane Dembélé, que poderá repetir a conquista se for distinguido; ou ainda Kylian Mbappé, cujas dezenas de golos como merengue e os 10 marcados pela França para conquistar a Bota de Ouro parecem não ser suficientes, sobretudo porque não ergueu qualquer troféu coletivo. Em suma, as certezas neste momento são realmente poucas.
