Enquanto na zona culé do Barcelona continuam esperançosos em encontrar alguma solução para que La Araña acabe por vestir de azulgrana, do lado colchonero de Madrid a enésima mensagem é inequívoca, clara e firme. Ou seja, como sempre desde que Julián Álvarez afirmou que queria sair "para cumprir um sonho".
"O Atlético de Madrid, como todos os grandes clubes, constrói-se com grandes jogadores e tenho a certeza de que o Julián é um deles, além de ser um grande profissional. Devemos competir com os nossos valores, com gente da casa e com os melhores jogadores de fora que consigamos incorporar", explicou Gil Marín, diretor-geral do Atlético de Madrid, à agência EFE.
No mesmo sentido, insiste que a culpa de tudo isto foi de quem tem vindo a aconselhar o argentino nos últimos tempos. "Vamos ajudar o Julián e vamos continuar a cuidar dele para que possa dar-nos todo o seu potencial, porque precisamos dele para continuar a competir entre os grandes da Europa. Temos de compreender que o Julián não teve por perto os melhores conselheiros para a sua carreira profissional nos últimos meses".

Importa recordar que, no início do verão, Florentino Pérez ofereceu 150 milhões de euros assim que foi reeleito presidente do Real Madrid e o Atlético recusou. Não passaria pela cabeça de nenhum adepto do Atleti, nem de nenhum dirigente, pensar que aceitariam menos 50 milhões só porque chegava outro clube, como o Barcelona, que também é rival máximo na LaLiga.
"Não podemos permitir que outros clubes e os seus meios de comunicação aliados decidam o que temos de fazer, definam a nossa estratégia desportiva e nos faltem ao respeito. Não somos tão poderosos como eles, mas temos valores. Os atléticos não vamos permitir que nos contaminem. O Atleti é forte quando estamos todos juntos", sublinhou à agência espanhola.
