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Espí, a nova carta na manga do Real Madrid: 14 minutos, nove toques e um golo decisivo

Espí, fundamental para o Real Madrid
Espí, fundamental para o Real MadridREUTERS/Pablo Morano

O Real Madrid estava bloqueado na sua estreia na LaLiga frente ao Espanhol, que já tinha respondido ao cabeceamento letal de Jude Bellingham, e foi preciso aparecer o recém-chegado Carlos Espí para resolver a situação no regresso de José Mourinho.

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Pelo menos para já, o papel do jogador formado no Levante parece estar definido: entrar para agitar o jogo quando for preciso marcar e o adversário estiver a segurar o resultado com linhas recuadas. Tudo isto graças ao seu físico imponente, ao critério com e sem bola, à forma como fixa os centrais e ao simples facto de ser um homem de área. Neste contexto, pode até ser uma ameaça superior a Vinicius Júnior e Kylian Mbappé, que sentem mais dificuldades quando não há espaços.

Mourinho mexeu na equipa durante a segunda parte ao perceber que não havia maneira de chegar ao segundo golo. Se Mbappé, o melhor marcador da Liga nas duas últimas edições, tivesse aproveitado alguma das oportunidades que teve, provavelmente o desfecho teria sido diferente, mas Marko Dmitrovic também não facilitou nada com intervenções certeiras. Yan Diomandé, outro dos reforços, entrou em campo antes do ponta-de-lança valenciano e mal conseguiu superar o seu adversário direto.

Foi ao minuto 80 que o técnico luso decidiu que era altura de lançar Espí, uma substituição ofensiva que fez com que coincidisse no relvado com Vinicius, Mbappé e o próprio Diomandé. Quem saiu do relvado, precisamente para dar lugar ao novo herói madridista, foi um Bellingham que colocou a sua equipa em vantagem, assumiu o papel de líder e parece ter recuperado aquela energia que mostrou no Mundial depois de a ter perdido na época passada.

Os números de Carlos Espí frente ao Espanhol
Os números de Carlos Espí frente ao EspanholREUTERS/Pablo Morano, Opta by Stats Perform

Carlos precisou apenas de nove toques na bola para dar a vitória à sua equipa, três deles na jogada do 1-2. Entre dois homens da defesa blanquiazul travaram Kylian e, com a bola solta na pequena área, apareceu o 19 para fintar Dmitrovic, ajeitar-se e rematar para o fundo das redes. Antes disso, como mostram as estatísticas da Opta, ainda teve tempo para fazer um passe chave que acabou por se perder.

Ao falar de Espí, costuma vir à cabeça o nome de Joselu, que regressou àquela que foi a sua casa em jovem e aproveitou ao máximo esse papel de suplente (assinou 18 golos, cinco na Champions e dois frente ao Bayern numa eliminatória memorável, e fez três assistências). Neste caso, dada a sua juventude e enorme potencial, seria demasiado precipitado afirmar que o ex-jogador do Levante ficará apenas reservado para os minutos finais.

O tempo o dirá, mas este Real Madrid tem avançado para muitos anos.

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