"O que aconteceu no Real Madrid não é normal. Numa convivência assim, não deveria ocorrer, embora não seja a primeira vez nem será a última", afirmou Luís Figo, referindo-se ao desentendimento entre Valverde e Tchouaméni no balneário do Real Madrid, à margem de um evento no Hotel Seventy Barcelona para anunciar um novo acordo de patrocínio de três anos entre a LaLiga e a Duracell.
"São situações que podem dar-se num balneário em momentos de frustração. Gerir 30 pessoas não é fácil e, por vezes, cometem-se erros que não deveriam acontecer", acrescentou o antigo internacional português.
Luís Figo abordou ainda o clássico entre Real Madrid e Barcelona, marcado para o próximo domingo: "Não se deve menosprezar o Madrid. Num clássico, pode acontecer de tudo."
Ainda assim, o antigo extremo português deixou elogios ao Barcelona de Hansi Flick.
"Estão a jogar um grande futebol. Fizeram um ano muito bom na LaLiga. Infelizmente, na Champions há momentos que decidem uma temporada, mas sem dúvida que vinham a jogar muito bem. Têm jovens com muitíssimo talento, apesar dos problemas financeiros. Estão a fazer as coisas muito bem", elogiou Luís Figo, antes de ser confrontado com um possível regresso de José Mourinho ao Real Madrid.
"Se olharmos para os últimos anos, Del Bosque, Zidane ou Ancelotti não correspondem precisamente a um perfil de mão dura. Creio que esse modelo não funciona", afirmou.
"Tive Mourinho como tradutor, como segundo treinador, como primeiro e como amigo, e nunca o senti como alguém de mão dura. A falar a sério, não creio que o Real precise disso, conhecendo o clube e o ambiente que existe. No final, tens de saber gerir 25 egos e, hoje em dia, além de perceber de futebol, um treinador deve saber gerir esses egos para convencer os futebolistas a irem todos na mesma direção. Não sei, teriam de perguntar ao Florentino. O José é meu amigo e desejo-lhe o melhor", concluiu.
