Hóquei: Benfica sofre para afastar Reus (4-3*) e junta-se a FC Porto (6-2) nas meias da Champions

Atualizado
Benfica sofreu mas venceu
Benfica sofreu mas venceuSL Benfica

O FC Porto apurou-se para as meias-finais da Liga dos Campeões de hóquei em patins ao vencer o Liceo da Corunha, por 6-2, no Pavilhão Multiusos Mário Mexia, em Coimbra. Horas depois, foi a vez de o Benfica sofrer para bater o Reus, garantindo o apuramento apenas nas grandes penalidades (4-3), após um empate a duas bolas no final do prolongamento. As duas potências nacionais aguardam agora pelo desfecho do Óquei de Barcelos-Trissino e Barcelona-Sporting.

Benfica 4-3 Reus (após grandes penalidades)

Depois de perder a invencibilidade na época nas meias-finais da Taça de Portugal, as águias subiram à quadra para enfrentar enfrentar um Reus em crise, que chegava a Coimbra com quatro derrotas consecutivas. E não foi preciso esperar muito para ver o marcador a mexer: aos cinco minutos, Zé Miranda arrancou em zona frontal e trocou as voltas à defesa com uma finta de corpo, antes de disparar um míssil ao ângulo para inaugurar o marcador.

O Reus tentou tirar ritmo à partida e conseguiu medir forças com os encarnados apesar de não ter dado muito trabalho a Conti Acevedo. O mesmo não pode ser dito e Càndid Ballart, que sofreu para segurar a diferença mínima. A situação ficou ainda mais difícil para os catalães quando Carles Casas foi expulso por acertar com o stick na cara Gonçalo Pinto, mas o Benfica não aproveitou o momento.

O monólogo de oportunidades continuou até ao descanso, com destaque para mais uma grande ocasião desperdiçada para dilatar a vantagem, quando numa saída em superioridade Lucas Ordoñez falhou a finalização de baliza aberta. 

A segunda metade trouxe um Reus mais adaptado às exigências da partida e que soube aproveitar os momentos de paragem para ferir o Benfica. Os catalães foram à procura do empate sem abrir demasiados espaços na retaguarda, que ainda assim existiram e os portugueses não souberam aproveitar. A oito minutos do fim, o Reus beneficiou de um livre direto e Martí Casas teve a frieza necessária para bater Conti Acevedo e relançar a discussão.  A resposta das águias foi imediata e letal. No minuto seguinte, Roby Di Benedetto desenhou o lance pela ala e levantou a bola para a confusão, Gonçalo Pinto surgiu no sítio certo para desviar com sucesso.

Contudo, a vantagem durou pouco. Jordi García pediu um desconto de tempo e a estratégia surtiu efeito imediato no reatamento. A equipa catalã conseguiu abrir uma brecha na zona central e Marc Julià aproveitou a confusão e o tráfego em frente à baliza de Conti Acevedo para disparar e restabelecer o empate. A três minutos da buzina final, Pau Bargalló desperdiçou um livre direto no último lance digno de registo até à buzina final. Contra todas as expectativas, a eliminatória ia ser decidida no prolongamento.

No tempo extra, a toada manteve-se equilibrada e tensa. A 21 segundos do fim da primeira parte do prolongamento, o Benfica teve nova soberana ocasião num livre direto, mas a picadinha de Zé Miranda foi travada por um Ballart intransponível. Sem golos na segunda parte do tempo extra, o vencedor da eliminatória foi decidido na marca das grandes penalidades

Na decisão, Guillem Jansà colocou os espanhóis na frente, mas Conti Acevedo agigantou-se e travou as tentativas seguintes. Depois de Viti ter empatado, Zé Miranda teve a passagem no stick e atirou ao lado da baliza antes da morte súbita. No segundo duelo, Conti negou o segundo remate de Jansà e, finalmente, João Rodrigues carimbou o passaporte dos encarnados para as meias-finais

O Benfica aguarda agora o desfecho do embate entre Sporting e Barcelona, agendado para quinta-feira.

FC Porto 6-2 Liceo da Corunha

A eliminatória arrancou com sinal mais do FC Porto, que dispôs da primeira grande ocasião num contra-ataque conduzido por Gonçalo Alves. O capitão serviu Rafa para o golo, mas Blai Roca exibiu-se a grande nível para evitar a vantagem azul e branca. O Liceo respondeu prontamente, primeiro por Bruno Saavedra e depois por Dava Torres, obrigando Xavi Malián a uma intervenção atenta.

O guardião portista continuou sob teste e brilhou ao travar com o capacete um remate de meia distância de Nuno Paiva. Contudo, a pouco menos de cinco minutos do intervalo, Nuno Paiva acabaria por inaugurar o marcador: o português trabalhou bem junto à tabela direita, fletiu para o centro e rematou com sucesso por entre as pernas de Malián.

A reação dos dragões foi imediata. Depois de Blai Roca ter negado o empate com uma soberba dupla defesa, a igualdade chegou mesmo através de um momento de inspiração de Gonçalo Alves. O internacional português ultrapassou um defesa, fixou o guarda-redes contrário e, com enorme altruísmo, serviu Carlo Di Benedetto para o 1-1. O empate ao descanso reflete o equilíbrio vivido no pavilhão de Coimbra durante os primeiros 25 minutos.

Pouco depois do reatamento, Hélder Nunes até marcou, mas após visionamento das imagens, os árbitros anularam o lance por carga sobre o guarda-redes. No entanto, dois minutos depois, um erro de Carballeira deixou a bola no stick de Carlo di Benedetto e o matador aproveitou para bisar e assinar a reviravolta. E apenas 30 segundos depois, surgiu o melhor momento da noite: Rafa Costa arrancou em direção à baliza e aproveitou o espaço para lançar uma bomba ao ângulo da baliza, aumentando a diferença para 3-1.

O FC Porto passou a gerir a vantagem com segurança e, a menos de 10 minutos do fim, Ezequiel Mena apareceu isolado desde o meio-campo para fazer o quarto. O Liceo ainda reduziu por César Carballeira, na conversão de um penálti, mas a resposta foi imediata: Mena arrancou com tudo, fintou Blai Roca e estabeleceu o 5-2, sentenciando praticamente a eliminatória.

Já nos últimos 30 segundos, Rafa aproveitou o balanceamento ofensivo dos espanhóis com o guarda-redes avançado para bisar com a baliza deserta e fixar o resultado final em 6-2, carimbando o passaporte para as meias-finais, onde o FC Porto aguarda pelo campeão Óquei de Barcelos ou Trissino, que se defrontam na quinta-feira.